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Aletinofídeos

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaAletinofídeos
Ocorrência: 124,5–0 Ma
Cretáceo Inferior - Presente[1]
Cobra-de-água-de-colar (Natrix natrix), um aletinofídeo.
Cobra-de-água-de-colar (Natrix natrix), um aletinofídeo.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Sauropsida
Subclasse: Diapsida
Superordem: Lepidosauria
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Infraordem: Alethinophidia
Nopcsa, 1923
Subclados
Image
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Os aletinofídeos (Alethinophidia) são uma infraordem da subordem Serpentes que inclui todas as serpentes conhecidas, exceto Scolecophidia (cobras-cegas) e certas linhagens fósseis aparentadas.[2][3][4][5] Alethinophidia pode ser dividida em dois clados principais: Amerophidia e Afrophidia.[6] Embora análises filogenéticas modernas tradicionalmente reconheçam 19 famílias existentes [7][8][9] (ver abaixo), a taxonomia dos aletinofídeos ainda é bastante debatida e a atribuição de categorias lineanas (superfamília, família, subfamília, etc.) permanece, em parte, arbitrária.

Etimologia

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Cunhado pelo paleontólogo Franz Nopcsa, em 1923, o termo Alethinophidia deriva do grego antigo ἀληθινός (alēthinós), que significa "verdadeiro ou genuíno" e ὄφις (óphis), que signifca "serpente", "serpentes verdadeiras", referindo-se à serpentes tipicamente reconhecíveis em oposição aos escolecofídeos.[10]

Registro fóssil

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Fósseis de aletinofídeos foram encontrados em sítios cenomanianos da Formação Wadi Milk em Wadi Abu Hashim, no Sudão, reprensentado por duas famílias extintas Anomalophiidae e Russellophiidae.[11] Krebsophis é o russelofiídeo mais antigo. A família Nigerophiidae inclui tanto o aquático Nubianophis, de Wadi Abu Hashim quanto o Nigerophis, do Paleoceno do Níger.[11] A família Palaeophiidae inclui reprenstantes marinhos relacionados às atuais Acrochordidae,[12] com ampla distribuição no Cretáceo e Eoceno (Europa, África e Américas),[13] incluindo gêneros com Archaeophis, Palaeophis e Pterosphenus. O gênero Eoanilius (pertencente à família Aniliidae) tem fósseis Eoceno ao início do Mioceno da Europa.[11] Os extintos Simoliophidae marinhos são conhecidos do Cenomaniano do Norte da África, do Oriente Médio e da Europa Oriental, indicando uma distribuição no Mar de Tétis, sendo notáveis por preservarem evidências de membros posteriores vestigiais.[14]

Sistemática

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Táxons vivos

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Baseado em Pyron et. al (2013) e Vidal et. al (2007):[3] [6]

Táxons fósseis

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Baseado em Gower & Zaher (2022):[15]

Referências

  1. Fachini, Thiago Schineider; Onary, Silvio; Palci, Alessandro; Lee, Michael S. Y.; Bronzati, Mario; Hsiou, Annie Schmaltz (18 de dezembro de 2020). «Cretaceous Blind Snake from Brazil Fills Major Gap in Snake Evolution». iScience (em inglês). 23 (12). Bibcode:2020iSci...23j1834F. ISSN 2589-0042. PMC 7718481Acessível livremente. PMID 33305189. doi:10.1016/j.isci.2020.101834
  2. «Alethinophidia» (em inglês). ITIS (www.itis.gov)
  3. 1 2 Pyron, R. A.; Burbrink, F.; Wiens, J. J. (2013). «A phylogeny and revised classification of Squamata, including 4161 species of lizards and snakes». BMC Evolutionary Biology. 13 (1): 93. Bibcode:2013BMCEE..13...93P. PMC 3682911Acessível livremente. PMID 23627680. doi:10.1186/1471-2148-13-93Acessível livremente
  4. Reynolds, RG; Niemiller, ML; Revell, LJ (2014). «Toward a Tree-of-Life for the boas and pythons: multilocus species-level phylogeny with unprecedented taxon sampling» (PDF). Molecular Phylogenetics and Evolution. 71: 201–213. Bibcode:2014MolPE..71..201G. PMID 24315866. doi:10.1016/j.ympev.2013.11.011. Consultado em 14 de maio de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 2 de dezembro de 2015
  5. Streicher, J. W.; Ruane, S. (2018). «Phylogenomics of Snakes». Encyclopedia of Life Sciences. [S.l.: s.n.] pp. 1–8. ISBN 978-0-470-01590-2. doi:10.1002/9780470015902.a0027476
  6. 1 2 Vidal, N; Delmas, A-S; Hedges, BS (2007). The higher-level relationships of alethinophidian snakes inferred from seven nuclear and mitochondrial genes. In: Henderson RW, Powell R (Eds) Biology of the Boas and Pythons. Eagle Mountain, Utah: Eagle Mountain Publishing, LC. pp. 27–33. ISBN 978-0-9720154-3-4 Verifique |isbn= (ajuda)
  7. N. Vidal and S. B. Hedges. 2002. Higher-level relationships of snakes inferred from four nuclear and mitochondrial genes. Comptes Rendus Biologies 325(9):977-985
  8. Zaher, Grazziotin, Cadle, Murphy, de Moura-Leite & Bonatto, 2009 : Molecular phylogeny of advanced snakes (Serpentes, Caenophidia) with an emphasis on South American Xenodontines: a revised classification and descriptions of new taxa. Papéis Avulsos de Zoologia (São Paulo), vol. 49, n. 11 , p.
  9. Pyron, Burbrink, Colli, Montes de Oca, Vitt, Kuczynski & Wiens, 2011 The phylogeny of advanced snakes (Colubroidea), with discovery of a new subfamily and comparison of support methods for likelihood trees. Molecular Phylogenetics and Evolution, vol. 58, n. 2, p. 329-342
  10. Nopcsa, F. 1923. Eidolosaurus und Pachyophis: zwei neue NeocomReptilien. Palaeontographica 65:96–154
  11. 1 2 3 J.-C. Rage and C. Werner. 1999."Mid-Cretaceous (Cenomanian) snakes from Wadi Abu Hashim, Sudan: The earliest snake assemblage". 35, 85-110
  12. Snetkov, P. B. (14 de junho de 2011). «Vertebrae of the sea snake Palaeophis nessovi Averianov (Acrochordoidea, Palaeophiidae) from the Eocene of western Kazakhstan and phylogenetic analysis of the superfamily Acrochordoidea». Paleontological Journal (em inglês). 45 (3): 305–313. Bibcode:2011PalJ...45..305S. ISSN 1555-6174. doi:10.1134/S0031030111030129
  13. Palaeophiidae at Fossilworks.org
  14. Hsiang, Allison Y.; Field, Daniel J.; Webster, Timothy H.; Behlke, Adam DB; Davis, Matthew B.; Racicot, Rachel A.; Gauthier, Jacques A. (20 de maio de 2015). «The origin of snakes: revealing the ecology, behavior, and evolutionary history of early snakes using genomics, phenomics, and the fossil record». BMC Evolutionary Biology. 15 (1): 87. Bibcode:2015BMCEE..15...87H. ISSN 1471-2148. PMC 4438441Acessível livremente. PMID 25989795. doi:10.1186/s12862-015-0358-5Acessível livremente
  15. Gower, David J.; Zaher, Hussam (11 de agosto de 2022). The Origin and Early Evolutionary History of Snakes. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. 473–476. ISBN 978-1-108-93889-1. doi:10.1017/9781108938891.027
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