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oi, eu sou Pablo.
Oi, eu sou Pablo. Já passei dos 30, sou geminiano e trabalho com design mas também sou músico, bailarino e quase sempre vegetariano.
Não me empenho tanto quanto gostaria, mas amo fotografar e escrever.
Se for acompanhado de uma boa xícara de café com leite numa tarde de quarta feira chuvosa, melhor ainda.
Amo tardes de quartas-feiras
chuvosas. ♥
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Dez anos
Dez anos se passaram desde a última vez em que me lembro de estar ativo por aqui. DEZ. ANOS.
Acho que é fácil precisar esse tempo pelo fato de que, há 10 anos, eu estava empolgadamente planejando minha festa de aniversário de 25 anos. Planejando e registrando aqui os processos e as ideias malucas que eu tinha (criatividade que, vez ou outra, temo ter ido embora com o avançar da idade ou qualquer outro fator que tenha contribuído para isso — assunto pra outro post).
Talvez essa minha vontade dure pouco, passe rápido. Espero que não. Embora eu saiba que não é como se um milagre fosse acontecer, fazendo com que eu não me sentisse mais engolido pela rotina, e postar no blog não tivesse grandes chances de acabar caindo na seara de “mais uma tarefa obrigatória” (não tão obrigatória assim) que eu posso abrir mão. Foram tantas idas e vindas, né? Quem me acompanha sabe, rs.
Mas… hoje, aqui, sentado no sofá da varanda da casa de praia, passando o início do ano, depois de tentar diminuir minha temperatura corporal com um banho gelado — o sol insiste em queimar o forro da casa —, embalado pela falácia de Ano novo, vida nova, decidi tentar algo velho de novo.
Isso sempre me fez muito bem e esteve diretamente conectado à tal criatividade que parece ter ido embora. Talvez voltar a movimentar o blog ajude também como uma forma de me desconectar dos feeds intermináveis, me afastar de horas no sofá (o que me rendeu uma dor esquisitíssima no lado direito do quadril) vendo séries ruins e antigas para não ter que exercitar o cérebro com coisas novas. Quem sabe até me ajude a lidar com a autossabotagem que desenvolvi magistralmente e que me impede de realizar tarefas simples, como postar uma foto no feed com a desculpa de que “não é bom o suficiente”.
Enfim… 2025 já está entre nós e, embora eu ainda sinta um nó na garganta por tanta coisa que ando carregando entalada aqui dentro, parece que sinto boas energias. Tô até tentando gravar um vlog, olha só.
Depois me lembra de contar sobre o dia em que interpretei o Olaf num festival de dança.
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Esquisito
A primeira semana do ano foi um tanto quanto esquisita. As coisas estão indo bem, sabe. Meus irmãos estão conseguindo finalmente (e graaaças a Deus) ter um pouquinho de vida própria (isso me enche os olhos de lágrimas só de pensar). Meu trabalho está indo bem também. Estamos passando por uma reestruturação e em breve vai acontecer uma troca de gestão do time de design (fico um pouco apreensivo, claro… se não ficasse não seria eu!) e acho que muita coisa boa está pra acontecer, mas apesar de tudo alguma coisa parece estar esquisita.
Tenho me sentido estranho a maior parte do tempo mas não sei se posso dizer que é um tipo de tristeza, ou solidão. Tenho visto TV demais, aberto as janelas de menos, comido coisas prontas e dormido tarde demais e me sentindo quase sempre cansado e isso não faz sentido nenhum, já que não trabalhei na última semana do ano passado. Fiquei quase 10 dias sem fazer quase nada (ou fazendo só coisinhas que eu gosto de fazer) e mesmo assim tenho me sentido exausto.
Produtividade baixíssima no meu trabalho, criatividade escassa e um desânimo enorme com tudo isso. Será que estou só me cobrando demais já na primeira semana?Apesar disso está tudo bem e, olha só que coisa boa, vou conseguir dar check no meu planner na tarefa “voltar a mexer no blog”! :)
Volto logo.
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Pluviófilo
Comecei a ver aquela série da mulher na janela e se você ainda não viu e não tem ideia do que se trata, aqui vai um pequeno e inofensivo spoiler: ela tem pluviofobia, que é basicamente uma condição onde a pessoa tem PAVOR de chuva, e o fato que levou a personagem à sentir isso é o que me fez ter ume breve reflexão.
Antes de continuar, posso considerar que você também concorda com aquela máxima de que nada é permanente e que tudo está em constante mudança/evolução/etc, né? Dito isso, vou acrescentar um detalhe sobre mim: sou plufiófilo assumido.
Pluviófilo (n.) um amante da chuva; aquele que encontra satisfação e paz de espírito durante dias chuvosos.
Tudo isso me fez pensar que eu nunca considerei que traços da minha personalidade (pelo menos os traços mais marcantes, coisas que me definem mesmo) poderiam mudar. Sempre me apeguei a isso com tanta força e tanta certeza que sequer considerei a possibilidade de que de uma hora pra outra, isso pode mudar também.
Assim como a Ana criou um pavor da chuva por conta de algo terrível que aconteceu num dia chuvoso, esse traço da minha personalidade (e todos os outros também) podem simplesmente deixar de existir em mim ou pior, se transformar num tipo de fobia.Louco isso, né?
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você
um registro pra te lembrar que quem mais pode te fazer feliz é você mesmo, e você vai ainda, se encontrar e se fazer muito, MUITO feliz!
você é muito mais especial do que consegue se sentir nesse momento!
tudo pode parecer um caos agora, parecer um buraco sem fundo ou um túnel sem luz no final, mas isso vai passar. você é forte, você já passou por muita coisa e nada disso te destruiu. isso vai passar também!
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oi, eu sou pablo e sou péssimo em lidar com meus sentimentos
eu guardei esse sentimento por muito tempo
guardava ele numa caixinha, sabe?
sabia que em algum momento eu teria que encarar e
aparentemente esse momento chegou
eu só comecei a sentir e tá doendo tanto
tenho medo do que me aguarda

