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O México deu início hoje a uma paralisação de cinco dias de partes de sua economia, em uma tentativa de conter o avanço do surto de gripe suína. Serviços considerados não-essenciais do governo foram suspensos, enquanto setores do comércio como cinemas e restaurantes anunciaram que permanecerão fechados.
Autoridades do país afirmam que a velocidade de contágio pelo vírus está diminuindo, mas especialistas internacionais estão mais cautelosos. No total, há 300 casos confirmados da doença no México, além de 12 mortes relacionadas ao vírus. A causa de outras 160 mortes está sendo apurada, mas suspeita-se que os mortos tenham sido vítimas do vírus da gripe suína. Casos de gripe suína foram confirmados em 12 países em três continentes.
Em casos fora do México o vírus não parece ter se manifestado em uma forma muito agressiva, apesar de uma morte ter sido confirmada nos Estados Unidos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aumentou seu nível de alerta para cinco - que denota que contágio entre seres humanos foi registrado em ao menos dois países - mas afirma que não tem planos imediatos de aumentá-lo para o nível seis, o mais alto.
No México, algumas fábricas anunciaram a paralisação de suas atividades e escolas amanheceram fechadas. Moradores foram exortados pelo presidente, Felipe Calderón, a permanecer em casa até o dia 5 de maio. Muitas pessoas, entretanto, dizem que vão ignorar o apelo, porque não têm como deixar de trabalhar.
Há também uma preocupação cada vez maior sobre o efeito que o surto pode ter na já combalida economia mexicana.
Números
Na noite desta quinta-feira, o ministro da Saúde do México, José Córdova, divulgou novos números da gripe suína no país, afirmando que se suspeita que quase 3 mil pessoas tenham contraído a doença no México, sendo que, a maioria delas, já teria sido curada.
"Vale ressaltar que o aumento não significa que tenha morrido mais gente nas últimas horas, mas que estão sendo submetidas para análises mais amostras, recolhidas desde o princípio de abril", disse Córdova durante uma coletiva de imprensa de manhã. "Também não vamos mais falar de casos suspeitos, apenas de confirmados."

