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O Paquistão acusou militantes do Talebã de ter realizado o ataque que matou pelo menos 24 e feriu 200 pessoas nesta quarta-feira na cidade de Lahore, no leste paquistanês.
"Inimigos do Paquistão que querem desestabilizar o país estão vindo para cá após a derrota no (Vale do) Swat", disse o ministro do Interior, Rhman Malik.
O Exército paquistanês lançou na semana passada uma violenta campanha contra militantes na região tribal do Vale do Swat, fronteiriça com o Afeganistão e considerada um reduto do Talebã.
Os militares do país dizem esperar que a cidade principal da região, Mingora, esteja livre de militantes dentro de dois ou três dias.
O ataque
Segundo autoridades locais, no ataque desta quarta-feira homens armados abriram fogo contra guardas que faziam a segurança do complexo policial da cidade antes de detonar os explosivos, que destruíram por completo o edifício dos serviços de emergência da polícia.
"Quando alguns homens saíram do carro e começaram a atirar os guardas vieram de dentro do prédio retornando os disparos. E no meio do tiroteio, o carro explodiu", disse Sajjad Bhutta, membro do governo local.
Escritórios do Serviço de Inteligência paquistanês e carros estacionados nas proximidades também foram danificados. O número de vítimas deve subir.
Correspondentes dizem estar claro que o alvo do ataque era o Estado do Paquistão.
Violência recente
Lahore, próxima à fronteira com a Índia, não tinha um histórico de uma presença forte de grupos ligados aos insurgentes do Talebã.
Mas ataques recentes ocorridos na cidade também já haviam sido atribuídos ao grupo.
Em março, o time de críquete do Sri Lanka foi atacado em uma emboscada. No mesmo mês homens armados atacaram uma academia de polícia, matando oito pessoas.
O ataque desta quarta-feira foi condenado em várias partes do mundo, inclusive pelos Estados Unidos.