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Otite

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O que é uma Otite?

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Otite é um termo genérico usado para inflamações ou infeções que acontecem em alguma parte da orelha. Ela é uma das doenças mais comuns do sistema auditivo, principalmente em crianças devido ao formato de estruturas como a tuba auditiva que possui um formato mais horizontalizado do que a dos adultos; fazendo com que essa infecção seja muito mais frequente em crianças do que em adultos. A orelha humana divide-se em: orelha externa orelha média e orelha interna. Dependendo do local da região afetada, a otite recebe um nome diferente.

Etimologia

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Otite (do grego oûs; ōtós, ´´ouvido´´ + ite, sufixo médico para inflamação.)

Tipos de Otites:

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Otite externa:

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Imagem de uma Otite externa

É o tipo de inflamação que atinge o pavilhão auricular e o meato acústico externo (MAE), estrutura que se estende da orelha até a membrana timpânica. Essa condição ocorre quando a pele que reveste o canal auditivo sofre irritação, lesão, ou é invadida por microrganismos, principalmente bactérias e fungos.

O canal auditivo possui mecanismos naturais de proteção, como o cerúmen (cera), que ajuda a impedir a entrada de microrganismos e mantém o ambiente com características adequadas para a saúde do ouvido. Quando essa proteção é alterada por fatores como excesso de umidade, limpeza inadequada com cotonetes ou pequenos traumas na pele do canal auditivo, aumenta o risco de desenvolvimento da otite externa que pode acontecer de forma aguda ou se tornar crônica.

Os sintomas mais frequentes são: prurido, dor e eritema, mas com a progressão da doença, outros problemas como edema, otorreia[1] (secreção) e perda auditiva condutiva podem ser manifestados. [2]

Otite média:

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É o tipo de inflamação que atinge a orelha média, podendo afetar os ossículos (martelo, bigorna e estribo) e a membrana timpânica. A inflamação pode ser aguda ou se tornar crônica. Os tipos de otite média são:

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Otite média aguda
  • Otite média aguda: os sintomas incluem hiperemia, edema da mucosa da orelha média e com a evolução do quadro, pode haver secreção purulenta. O quadro de OMA dura um tempo limitado e tem recuperação da função da orelha média. [3]
  • Otite média secretora: possui líquido (seroso, seromucoso ou mucoso) na orelha média e é muito comum em crianças com menos de 6 anos, com possibilidade de interferência na aquisição e desenvolvimento da linguagem.[4][5]
  • Otite média crônica supurativa não colesteatomosa: o principal sinal dessa alteração é a perfuração da membrana timpânica permanente. Os sintomas principais são: otorréia recorrente e hipoacusia, podendo estar acompanhada ou não de zumbido. [3]
  • Otite média crônica colesteatomosa: tem a presença de colesteatoma (crescimento progressivo de pele), que pode obstruir a orelha média e causar inflamações crônicas. [3]

Otite Interna:

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A otite interna é uma inflamação que acomete o ouvido interno, região responsável pela audição e pelo equilíbrio. Embora seja menos frequente que a otite externa e a otite média, pode causar sintomas mais intensos devido ao comprometimento das estruturas vestibulares e auditivas.

Entre as principais causas estão a disseminação de infecções do ouvido médio, infecções virais e, mais raramente, infecções bacterianas. Os sintomas mais comuns incluem tontura, vertigem, desequilíbrio, náuseas, vômitos, zumbido e redução da audição.

O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica e, quando necessário, de exames audiológicos e vestibulares. O tratamento varia de acordo com a causa e pode incluir medicamentos para controlar a infecção, a inflamação e os sintomas vestibulares.

Características audiológicas das otites (externa e média)

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As otites externa e média podem causar alterações auditivas, principalmente do tipo perda auditiva condutiva, devido à dificuldade de transmissão do som pelo ouvido externo ou médio. Na otite externa, o inchaço e o acúmulo de secreções no canal auditivo podem reduzir temporariamente a audição. Já na otite média, a presença de líquido e a inflamação no ouvido médio comprometem a vibração do tímpano e dos ossículos, causando diminuição da sensibilidade auditiva.

Nos exames audiológicos, é comum observar limiares auditivos elevados, alterações na timpanometria e dificuldades na percepção da fala. Em crianças, episódios recorrentes podem interferir no desenvolvimento da linguagem, na aprendizagem e na comunicação, tornando o acompanhamento audiológico e fonoaudiológico fundamental.

Complicações:

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Quando diagnosticada e tratada precocemente, a otite externa geralmente apresenta boa evolução e recuperação completa. No entanto, a ausência de tratamento adequado pode levar a complicações, como dor intensa e persistente, edema acentuado com estreitamento ou fechamento do canal auditivo, acúmulo de secreções e redução temporária da audição. Em casos mais graves, a infecção pode se espalhar para tecidos adjacentes, tornando o tratamento mais complexo. Além disso, o comprometimento auditivo temporário pode prejudicar a comunicação e a percepção dos sons durante o período da infecção.

Relação com a Fonoaudiologia

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A otite possui grande relevância para a Fonoaudiologia devido aos seus possíveis impactos na audição e na comunicação. As otites, especialmente a otite média, podem causar perda auditiva condutiva temporária, dificultando a percepção adequada dos sons da fala. Em crianças, episódios frequentes ou prolongados podem interferir no desenvolvimento da linguagem oral, da fala, da aprendizagem e das habilidades auditivas.

Nesse contexto, o fonoaudiólogo atua na identificação de possíveis alterações auditivas, no acompanhamento do desenvolvimento da comunicação e na orientação de familiares e cuidadores. O acompanhamento fonoaudiológico é importante para minimizar os impactos da redução auditiva e favorecer o desenvolvimento adequado da linguagem e da comunicação.

Ver também

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Referências

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  1. Varão, Laryssa da Silva; Nogueira, Vitoria Saraiva; Amaral, Bruno Jabur Ferreira do; Nunes, Francisco Ramon Silva; Lima, Luis Otávio da Silva; Filho, Renato Borges Azevedo; Nascimento, Yago Nogueira; Ataide, Camila Bravin; Gallert, Beatriz do Nascimento (16 de fevereiro de 2024). «Otorreia aguda e crônica: definição, classificação e diagnóstico». Brazilian Journal of Health Review (em inglês) (1): 5732–5741. ISSN 2595-6825. doi:10.34119/bjhrv7n1-464. Consultado em 6 de março de 2024
  2. «Otitis externa: review and clinical update». www.tandfonline.com (em inglês). doi:10.1080/20786204.2011.10874089?needaccess=true&role=button. Consultado em 26 de abril de 2023
  3. 1 2 3 Frota, Silvana (2003). Fundamentos em Fonoaudiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A. pp. 124–126
  4. «DOI Name 10.1016 Values». doi.org. Consultado em 26 de abril de 2023
  5. Jones, Nick S.; Prichard, Andrew J. N.; Radomskij, Paul; Snashall, Susan E. (junho de 1990). «Imbalance and Chronic Secretory Otitis Media in Children: Effect of Myringotomy and Insertion of Ventilation Tubes on Body Sway». Annals of Otology, Rhinology & Laryngology (6): 477–481. ISSN 0003-4894. doi:10.1177/000348949009900612. Consultado em 20 de setembro de 2025