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Pemons

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Pemom
Image
Regiões com população significativa
Image Venezuela30.148 (2011)
Image Brasil849 (2020)
Image Guiana4.700
Línguas
Língua macuxi, língua taurepang, língua arekuna e língua kapón
Grupos étnicos relacionados
Caribe
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Os pemons são um grupo étnico-linguístico vinculado à família linguística caribe. Hoje, os povos pemons (ou pemón, na grafia em espanhol) distribuem-se pelo sudeste do estado venezuelano de Bolívar, nas regiões da Gran Sabana, no Parque Nacional Canaima, e ao longo tríplice fronteira Venezuela-Guiana-Brasil, onde abrange também a extensão noroeste do estado brasileiro de Roraima.[1]

O nome pemom significa "pessoa" em algumas línguas destes povos e a palavra pode se referir tanto ao grupo étnico quanto ao conjunto línguas de mesma filiação genética faladas por esses povos. Apesar de a língua Kapón pertencer ao grupo pemom, o povo que a fala se autodenomina Kapón.[2]

Etnicamente, os antropólogos subdividem os pemons em 4 povos diferentes: os Arekuna, os Kamarakoto, os Taurepang (em espanhol Taurepán) e os Macuxi.[3] Na Venezuela, a população pemom em 2011 somava aproximadamente 30.148 indivíduos.[4] No Brasil, autodenominados Taurepang, contabilizavam cerca de 792 indivíduos em 2014.[3] Na Guiana, onde são conhecidos como Patamóna ou Akawaio (mas se autodenominam Kapón)[2] a população consta de 4.700 indivíduos.[5]

Os linguistas classificam as línguas faladas por estes povos em um grupo chamado Pemóng (dentro do ramo venezuelano da família caribe), que compreende os grupos menores capongues, pemons e macuxis.[6]

A língua Kapón distingue-se internamente entre as variações Akawaio, Patamuna (ou Pantamóna) e Ingarikó. Já a língua pemom varia dialetalmente entre os mutuamente inteligíveis dialetos Taurepang, Arekuna e Kamarakoto.[6] Enquanto Taurepang e Arekuna parecem guardar grande semelhança, ambos se distanciam do Kamarakoto, o que leva estudiosos a acreditar que os três talvez sejam na verdade apenas duas variações geográficas, dialetalmente bem definidas.[2] O Macuxi, por sua vez, permanece sem subdivisões dialetais.

No Brasil, há cerca de 580 falantes do dialeto taurepang ou taurepang. Outros estudos apontam 900 falantes do dialeto ingarikó e 90 do Patamóna.[7]

Referências

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  1. Cruz, Alessandra; Aleixo, Felipe (2020). Roraima entre línguas : contatos linguísticos no universo da tríplice fronteira do extremo-norte brasileiro. Boa Vista: Editora da UFRR. p. 80
  2. 1 2 3 QUEIXALÓS; LESCURE (2000). As linguas amazonicas hoje. [S.l.: s.n.]
  3. 1 2 Instituto Socioambiental. Povos indígenas do Brasil. Taurepang. por Geraldo Andrello.
  4. INE, Instituto Nacional de Estadística (2011). «Resultados Población Indígena» (PDF). Caracas. Consultado em 19 de maio de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 5 de dezembro de 2025
  5. «UNESCO/JLU - Caribbean Indigenous and Endangered Language, The University of West Indies at Mona». Cópia arquivada em 10 de abril de 2016
  6. 1 2 Gildea, Spike (2012). «Linguistic studies in the Cariban family». In: Campbell, Lyle; Grondona, Veronica. The Indigenous Languages of South America: A Comprehensive Guide (em inglês). Berlin, Boston: De Gruyter Mouton. p. 445
  7. Rodrigues, Aryon Dall’Igna (2013). «Línguas indígenas brasileiras» (PDF). Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB. Consultado em 11 de abril de 2020. Cópia arquivada (PDF) em 28 de agosto de 2021

Ligações externas

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