Guarinisuchus
| Guarinisuchus | |
|---|---|
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Reptilia |
| Clado: | Archosauria |
| Clado: | Pseudosuchia |
| Clado: | Crocodylomorpha |
| Família: | †Dyrosauridae |
| Gênero: | †Guarinisuchus Barbosa et al., 2008 |
| Espécie-tipo | |
| †G. munizi Barbosa et al., 2008 | |
Guarinisuchus é um gênero de crocodilo marinho encontrado no Brasil, mas sua provável origem deve ser no continente africano, há cerca de 62 milhões de anos.[1] Pertencia à um grupo de grandes predadores marinhos do Paleoceno.
Sua descoberta é uma importante evidência do contato faunístico entre a África e o Brasil, em uma época em que os continentes eram mais próximos e esse crocodilo cruzava o Oceano Atlântico primitivo, de um litoral ao outro.
Descoberta e nomeação
[editar | editar código]Em 2002, ocorriam escavações em uma mina de calcário em Poty, próxima ao norte Recife, em Pernambuco, quando o paleontólogo José Antônio Barbosa encontrou os primeiros dentes do animal. Ao continuar as buscas, encontrou a mandíbula, o crânio e algumas vértebras, tornando esse um dos fósseis mais completos encontrados dentro desse grupo de crocodilomorfos. Logo, os fósseis foram estudados por José Antônio Barbosa, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alexander Kellner, do Museu Nacional (UFRJ) e Maria Somália Sales Viana, da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Sua descoberta seria anunciada somente em 26 de março de 2005, no Museu Nacional.[2]
A denominação Guarinisuchus tem origem na língua tupi e significa "guerreiro", enquanto que Munizi, vem de Geraldo da Costa Barros Muniz, tutor da Profª Somália Viana e um dos pioneiros da paleontologia em Pernambuco. Também, foi um dos primeiros pesquisadores à realizar estudos com materiais da Formação Maria Farinha, de onde o fóssil vem.
Descrição
[editar | editar código]O Guarinisuchus pertence à Família Dyrosauridae, que surgiu na África e sobreviveu à extinção K-T que extinguiu os grandes animais do planeta, incluindo os dinossauros não-aviários.[3] Portanto, o Guarinisuchus é do período seguinte à extinção, o Paleoceno.
O fóssil, pertencia à um jovem, com aproximadamente 3 metros de comprimento, enquanto outras espécies desse Família encontrada na África atingem o dobro de tamanho. Durante o Paleoceno, as espécies desse grupo se tornaram os maiores predadores marinhos do Oceano Atlântico Sul, ocupando o espaço deixado pelos mosassauros, plesiossauros e outros gigantes do Cretáceo. Assim, o achado do Guarinisuchus ajuda a traçar como esse grupo de crocodilomorfos saiu da África, dispersou-se pela América do Sul (a partir do nordeste brasileiro) e seguiu até chegar na América do Norte.[4]
Ligações externas
[editar | editar código]Referências Bibliográficas
[editar | editar código]- ↑ Barbosa, José Antonio; Kellner, Alexander Wilhelm Armin; Viana, Maria Somália Sales (25 de março de 2008). «New dyrosaurid crocodylomorph and evidences for faunal turnover at the K–P transition in Brazil». Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences. 275 (1641): 1385–1391. ISSN 0962-8452. doi:10.1098/rspb.2008.0110
- ↑ «Um crocodilo marinho recordista em longas distâncias». FAPERJ. Consultado em 5 de maio de 2026
- ↑ https://dinossaurosdobrasil.wixsite.com/dinossauros-e-afins/guarinisuchus
- ↑ «Um crocodilo marinho recordista em longas distâncias». FAPERJ. Consultado em 5 de maio de 2026