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O Fluminense

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Jornal O Fluminense - Informação aqui faz história, desde 1878.
PeriodicidadeDe terça-feira a sábado (revendida a edição de sábado aos domingos e segundas)
FormatoStandard
SedeImage Niterói, RJ
PaísBrasil
Fundação8 de maio de 1878 (148 anos)
Fundador(es)Prudêncio Luís Ferreira Travassos
Francisco Rodrigues de Miranda
PresidenteLindomar Lima
ProprietárioGrupo Fluminense de Comunicação
DiretorWellyngton Inácio
EditorWellyngton Inácio
IdiomaPortuguês do Brasil

O Fluminense é um jornal diário de notícias brasileiro publicado de terça-feira a sábado (a edição de sábado é revendida aos domingos e às segundas-feiras). Atualmente, "O Fluminense" publica notícias em seu site ofiical e continua com sua edição impressa.

História

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145 anos de história, tradição e resistência.

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Fundado em 8 de maio de 1878, na cidade de Niterói, com sede inicial no sobrado da Rua da Conceição, nº 59, O Fluminense consolidou-se como um dos periódicos mais relevantes do país. Oficialmente, é o terceiro jornal mais antigo em circulação no estado do Rio de Janeiro e o sexto no Brasil. No entanto, muitos dos títulos fundados antes dele já encerraram suas atividades, o que leva especialistas e historiadores a considerarem O Fluminense como o terceiro mais antigo em circulação contínua no território nacional.

Ao longo de sua trajetória, a redação de O Fluminense foi berço de grandes figuras da cultura e do jornalismo brasileiro. Nomes como Alfredo Lino Maciel Azamor, Belisário Augusto, Euclides da Cunha, Guilherme Briggs, José Cândido de Carvalho, Oliveira Vianna, Olavo Bilac, Osório Duque Estrada, Padre Júlio Maria, Rubem Braga e Irineu Marinho contribuíram para consolidar o jornal como referência em credibilidade, literatura e pensamento crítico.

O jornal que registrou a história do Brasil

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Desde o século XIX, O Fluminense acompanhou e documentou os principais acontecimentos do país. Foi voz atuante na divulgação da Lei do Ventre Livre (1871), testemunhou a Abolição da Escravidão (1888) e participou de debates que influenciaram a formação da sociedade brasileira.

No século XX, cobriu com profundidade a Primeira Guerra Mundial (1914–1918) e a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), oferecendo aos leitores informações de relevância global. Também noticiou crises políticas, mudanças de governo e publicou reportagens exclusivas que marcaram época. Sua atuação tornou-se um verdadeiro acervo vivo da história nacional.

O legado de Alberto Torres

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Em 1954, o advogado, jornalista e político Alberto Torres assumiu a direção do jornal e do Grupo Fluminense de Comunicação. Sua gestão foi fundamental para a profissionalização e o fortalecimento da instituição. Após seu falecimento, o comando passou para sua filha, Nina Rita Torres, e posteriormente para o neto, Alexandre Torres Amora, que liderou o grupo até 2019, sempre preservando os valores da família.

O Grupo Fluminense de Comunicação era comandado desde 2014 por Alexandre Torres Amora, neto de Alberto Torres e filho de Nina Rita Torres. Tendo como diretora de jornalismo multimídia Liliane Souzella, como editora executiva Sandra Duarte, e como editores digitais Fabiana maia e Flávio Oliveira.[1] Até 2017, Rafaela Kraichete Uchôa Torres Amora e Victor Kraichete Uchôa Torres Amora faziam parte da sociedade do jornal. Com a saída de ambos, Alexandre Torres passou a ter 95% das ações e Cátia Inêz Costa Gomes entra para a sociedade com 5%, passando a ser superintendente do jornal.

Uma nova fase com Lindomar Lima

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Em 21 de fevereiro de 2019, o empresário Lindomar Lima assumiu a presidência e a propriedade de O Fluminense. Embora o jornal já estivesse inserido no ambiente digital e multimídia, sua gestão trouxe continuidade, reestruturação e modernização em áreas estratégicas, garantindo estabilidade após um período desafiador.

Com o apoio de uma equipe comprometida — Jorge e Wellyngton Inácio reforçou-se o compromisso de unir tradição e inovação, ampliando a presença editorial no meio digital e fortalecendo a marca.

Visitas presidenciais e reconhecimento nacional

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O prestígio de O Fluminense também se refletiu em gestos simbólicos. O presidente Getúlio Vargas visitou pessoalmente a redação em Niterói, reconhecendo a relevância de um veículo regional com alcance nacional. Ao longo dos anos, outras autoridades — governadores, ministros e figuras políticas de destaque — também estiveram nas instalações do jornal, reforçando sua importância institucional.

Resistência e continuidade

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Mesmo diante de crises e rumores sobre seu encerramento, O Fluminense jamais deixou de circular. Reinventou-se, atravessou regimes políticos, cobriu guerras e transformações sociais, resistindo às mudanças que marcaram o Brasil ao longo de 145 anos.

Hoje, é muito mais do que um jornal: é um patrimônio cultural, político e social da imprensa brasileira, guardião da memória de Niterói, do estado do Rio de Janeiro e do país.

Referências

  1. «www.ofluminense.com.br/pt-br/expediente». www.ofluminense.com.br. Consultado em 12 de setembro de 2018

Ligações externas

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