Luís Neves está em apuros por causa de obras com um certo empreiteiro. Não está, não esteve nem estará por causa do seu papel no que foi feito a Ivo Rosa.
Felicidades!
Nas muralhas da cidade
Há mais de 20 anos que só temos cobardes em Belém
Começa a semana com isto
A teoria dos “tachos” aplicada ao chega. #subvencoesvitalicias pic.twitter.com/t5VV2lsDFZ
— Isabel Moreira (@IsabelLMMoreira) July 3, 2026
🤫🎭 O Chega gosta de denunciar os ‘tachos’ dos políticos… a menos que sejam os privilégios que os próprios recebem.#PSParlamento #PartidoSocialista pic.twitter.com/OIDsC0dINn
— Grupo Parlamentar do Partido Socialista (@PS_Parlamento) July 3, 2026
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Dominguice
“Nós somos do povo, gostamos de futebol”, foi o que Hugo Soares largou para justificar as idas de Montenegro a todos os jogos de Portugal no Mundial. A frase é populista-rasca, mas é também outras coisas. Por um lado, é soberba, a manifestação de um completo desprezo pela República. Por outro lado, é canalha, pois está a invocar o “povo” para legitimar uma conduta de privilégio só possível a quem não é, nem nunca foi, nem alguma vez será, do povo. O povo que gosta de futebol fica em casa ou vai para a rua ver a bola, não se faz transportar até outro continente, à conta do Estado, para esfregar as costas com famosos internacionais em poisos luxuosos.
Donde, nem Hugo Soares e Montenegro são do povo nem gostam assim tanto de futebol. Ou melhor, há outras coisas de que gostam muito mais.
E esta, hein?
Tão verdade
«Adaptando uma frase do célebre escritor brasileiro Nelson Rodrigues: se Cristiano Ronaldo não ganhou um Mundial, pior para o Mundial.»
A “lei das burkas” devia ter suscitado a unanimidade por cá, e a diversa legislação europeia dispersa sobre a matéria devia ser sistematizada
Há poucas mulheres em Portugal a envergar a indumentária referida? Diria que sim. Mas podem vir a ser mais, se esta simpática tolerância funcionar como aceitação e cartaz de boas-vindas para membros de seitas medievais com práticas degradantes e, o que é grave, com tendência a serem perpetuadas de geração em geração.
Mas são ou não são poucas neste momento? Então, qual é o problema neste momento concreto, indigna-se a nossa esquerda. Não há nada de mais importante sobre que falar? (suspeito que o tema seja incómodo, e até sei por que prefeririam que permanecesse esquecido).
De facto, neste momento, em Portugal, há de certeza assuntos mais prementes a tratar. Acontece que alguém se lembrou de legislar sobre isto e, mesmo que saibamos porquê, a proposta em si não é aceite pela esquerda porquê? Porque vem do Chega? Meus caros, há legislação semelhante aprovada noutros países europeus (e não só, e com cláusulas ainda mais exigentes), que não foi proposta por chanfrados de extrema-direita, muito pelo contrário. Foi proposta e aprovada por gente, até social-democrata, preocupada com a existência de sociedades paralelas incompatíveis, potencialmente geradoras de violência. Cairia algum dente à nossa esquerda se olhasse para a restante Europa e repudiasse tais indumentárias, humilhantes (e sufocantes) para as mulheres, sintoma de machismo e de subjugação? Que pacóvios. Que incongruentes. Sempre atrasados, jamais voltarão a ganhar eleições se se agarrarem à alegada “liberdade de escolha”, que não passa de uma falácia. É perguntar às iranianas que ainda estão vivas.
Não, apesar de vir de quem vem, eu não vejo motivos para alguém votar contra. Pelo contrário. A nossa esquerda, que se reivindica defensora da emancipação feminina, da igualdade de género, etc. devia ser a primeira a querer proibir tal “tradição”, como a da excisão feminina. Defendemos os valores pelos quais lutámos ou preferimos achar a Sharia fofinha e tão aceitável como o nosso estado de direito? Aceitam que se instaurem sociedades paralelas num mesmo país? Em que é que isso favorece a integração?
O relativismo não é nada que deva ser invocado aqui. Devemos em absoluto ser pelo progresso das mentalidades. Até porque toda a gente é capaz de ver um retrocesso, quando ele existe. Como dizia uma eurodeputada ontem (pouco importa se é ou não da direita, confesso que não sei), se os machos ficam tão descontrolados por verem os cabelos e as caras das mulheres na rua, então que fiquem eles em casa! Esta atitude devia ser unânime.
Para terminar, se o problema é esta legislação vir do Chega, quase garanto que a unanimidade em torno da mesma era bem capaz de desequilibrar o Ventura. Assim, é mais um motivo para explorar as contradições da esquerda, a seu favor, claro.
Vamos lá a saber
Lapidar
Parabéns, Bélgica!
Impecável a Bélgica a defender o Estado de direito, a ordem internacional e os valores europeus contra os Estados Unidos da corrupção, do crime e do deboche. Os quatro golos marcados ao ogre Trump estão intimamente ligados à densidade de instituições da União Europeia que têm sede na Bélgica e que, como foi notório, inspiraram a táctica da equipa e o desempenho individual dos jogadores belgas.
Cartão vermelho para a FIFA. O caso não pode ficar impune.
Portugal – Espanha: o jogo dos três milagres
Estamos todos a ver o mesmo, uma equipa de Portugal que irá fatalmente perder contra a Espanha daqui a um bocado. Temos uma defesa que não inspira confiança e um ataque cujo prazo de validade parece expirado. Pelo meio, no meio-campo, há eficiência sem eficácia. Na baliza, Diogo Costa viu a bola no fundo das suas redes quatro vezes no jogo com a Croácia.
Se esta fácil previsão se confirmar, haverá festança para alguns portugueses que puseram as fichas todas no ódio ao Ronaldo. Portanto, por arrasto, ao seleccionador e à equipa. Se Portugal fosse campeão do mundo, e com golos do Ronaldo na final, continuariam a odiar o que agora odeiam. Só que calados.
A partida contra a Espanha será mais difícil do que uma fantasiada final com a Argentina. Caso Portugal vença, e seja quem for o adversário nos quartos-de-final, esse jogo será muito mais difícil do que o de hoje. Porque não há continuidade numa fase a eliminar. Apenas saltos quânticos, acaso.
Um milagre só não chega para vencer a Espanha. Nem mesmo dois.
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Dominguice
Ventura disse que o Estado não devia pagar a indemnização a Sócrates pelas violações do segredo de justiça, mesmo que ela transitasse em julgado depois de correr todas as instâncias judiciais. E trazia dois argumentos, este o primeiro: “Há momentos em que a justiça deve estar acima da lei”. O segundo argumento consistiu nisto: “[Se for paga alguma indemnização a Sócrates] o Estado estará a assumir que a corrupção é um método legítimo de governação em Portugal”. Tudo somado e dividido, Ventura colocou-se não só como um potencial governante que se considera acima da lei, como juntou a esse estatuto o poder de decidir por si e sem julgamento se um qualquer cidadão é culpado de um qualquer crime. O Estado passa a ser ele, foi o que anunciou. Mas isto não é a notícia.
A notícia é que depois, da SIC à TSF, passando por outros órgãos da “imprensa de referência”, surgiram réplicas dos mesmos argumentos. Dos mesmos. E porquê? Porque Ventura não é uma aberração – é uma continuação, uma síntese, do que a direita decadente começou a fazer em Portugal a partir de 2004.
Neste 4 de Julho
Coisas que só acontecem num blogue
Resultado final do Portugal – Croácia: leram primeiro aqui
Ninguém se lembra de um único nome de uma certa selecção que veio a Portugal ganhar por 2-1 à selecção portuguesa, tendo empatado e perdido os dois jogos seguintes, para depois voltar a jogar contra Portugal na final desse torneio, voltando a ganhar à selecção que jogava em casa e com os seguintes jogadores à disposição do carismático seleccionador: Ricardo, Miguel, Jorge Andrade, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Maniche, Costinha, Cristiano Ronaldo, Deco, Luís Figo, Pauleta, Paulo Ferreira, Rui Costa e Nuno Gomes, entre outros. Como explicar essas duas derrotas, com o peso de terem ocorrido no início e no fim desse evento? Hoje sabemos que a culpa foi do Cristiano Ronaldo, com 19 anos mas já acabado para o futebol, e do Scolari, por não ter posto em campo o Gonçalo Ramos, com 2 ou 3 anos de idade (dependendo dos jogos para que fosse escalado, posto que nasceu a 20 de Junho) e cheio de talento.
Em 2016, Portugal foi para o Europeu na França guiado por um seleccionador inane, tendo empatado 5 jogos e apresentado um futebol que causava náuseas e narcolepsia nos espectadores. Chegou à final, perdeu o seu melhor jogador aos 8 minutos e ganhou à superfavorita França com um charuto de um jogador substituto de que nunca mais ninguém ouviu falar após o certame. Note-se que Gonçalo Ramos já tinha 15 anos e continuava a não ser convocado para a selecção de séniores por obstinada incompetência do Martínez, então já a exercer a sua nefasta influência sobre o rapaz.
No Mundial de 2022, Gonçalo Ramos foi titular contra a Suíça, chutando o Ronaldo para o banco. Marcou 3 golos, provou que era três vezes melhor do que o coxo que tinha ficado zonzo a assistir ao espectáculo. Depois veio Marrocos, Gonçalo Ramos não marcou nem meio golo, mas aí a responsabilidade vai toda para o Martínez que voltou a fazer das suas só para o prejudicar.
Posto isto, como vai correr o jogo contra a Croácia? Ninguém faz puto ideia, porém já sabemos quem são os culpados pelo que venha a acontecer: o Ronaldo e o Martínez ou, em alternativa, o Martínez e o Ronaldo.
