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18.7.26

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Filho nos faz sair da nossa caixinha de segurança pessoal das formas mais variadas. Chega a ser engraçado pensar nas situações em que a gente se força a colocar para atender as expectativas e desejos dos nossos filhos. 

Dessa vez Sara queria que o aniversário dela fosse comemorado no colégio, com a turma dela. 

Particularmente, tenho pavor dessas interações escolares. Reunião dos pais? Eu me sinto naquele meme do como vim para aqui meu deus eu só tenho 6 anos. Um pouco daquela energia de não me sinto mãe e não me sinto adulta, um belo conflito de personalidade-estado-existência. A ficha não cai e as responsabilidades adultas e maternas cobram atitude da nossa parte mesmo assim. A vida como ela é. 

Se for puxar as minhas memórias de infância então, eu morria de vergonha em comemorar aniversário no colégio. Morria. Como as comemorações aconteciam mesmo assim, nunca vou saber se foram importantes no meu desenvolvimento por outras questões. Quem sabe que memórias eu teria dessa época se as comemorações não acontecessem, independente da vergonha. 

No caso da minha filha, tímida a ponto de não querer participar da apresentação de dia das mães — algo que conversei, tentou ensaiar mas não forcei quando achou melhor apresentar apenas pra mim em casa —, o aniversário parecia importante. Então lá fui eu entender as regras do colégio, organizar datas porque o aniversário cairia no recesso escolar, enfim, fazer a coisa acontecer. 

Nisso algumas preocupações começaram a pipocar na minha cabeça ansiosa. Sara iria gostar da decoração, mesmo a temática sendo escolhida por ela? As crianças gostariam do bolo? Deveria encomendar apenas brigadeiro ao invés de doces sortidos? Conseguiria fazer a comemoração acontecer respeitando o limite de 30min do lanche das crianças? As crianças gostariam do que colocamos dentro das lembrancinhas? Quase dava pra escutar minha ventuinha mental virando um acelerador de partículas. Fiquei tão lelé da cuca que fui lembrar de comprar os utensílios (pratinhos, talheres, copos, guardanapo) poucas horas antes da festinha. 

Que bom que mãe também é filha e também é nora. 

Se não fosse minha mãe e sogra ajudando a organizar as coisas lá no colégio, cortar bolo, registrar o momento, ajudar a servir, meudeus, eu acho que ia acordar n'outro plano. 

Fiquei ansiosa, ameacei travar quando a professora perguntou como queríamos cantar os parabéns, com as crianças junto, com as crianças sentadas, se faríamos fotos... eu não tinha pensado em nada disso, não tinha a menor ideia de como esses detalhes se desenrolariam. Então como uma adulta muito sensata e em pânico joguei a pergunta pras crianças. Jurei que a mesa do bolo ia cair quando começamos os parabéns, de tanto que as lembrancinhas balançavam e ameaçavam tombar na mesa, no meio daquela criançada animada. 

Como a minha tática deu certo, assim que assopramos a velinha, com a Sara naquele misto de alegria e vontade de voltar para o útero, fiz as crianças voltarem aos seus lugares perguntando se estavam com fome. É, jamais imaginei que ficaria tão preocupada com as expectativas não só da aniversariante como de todos aqueles mini humaninhos eufóricos. 

As professoras (são 3 naquela turminha) ajudaram a distribuir os pratinhos conforme eu ia servindo com os salgados sortidos, algo que amo comer mas que nem consegui tamanha a ansiedade que me bateu. Sara ainda muito envergonhada não me deixava sair do lado dela. Sogra cortando o bolo. Mãe registrando o momento, conversando com as professoras, com as crianças. 

Deu tudo certo. 

Sensação de alívio, missão cumprida. 

Pouco antes de irmos embora, depois de deixarmos o arco de balões no colégio para a alegria dos pulmões das professores — no dia seguinte teria homenagem as avós, que a Sara não queria participar, e graças ao arco seriam menos balões para elas enxerem —, uma parada rápida no banheiro com a Sara onde fui entrevistada por uma coleguinha dela muito desconfiada sobre eu ser realmente a mãe da Sara. A pequena investigadora talvez tenha achado que eu era irmã dela? Questões... 

Chegamos em casa exaustas e só então, mais calma, me atrevi a comer o que sobrou dos salgados. Brinquei com o novo quebra-cabeça das Huntrix que a Sara ganhou de alguma amiguinha enquanto ela pintava bobbie goods com a avó. Antes que déssemos o dia como encerrado Sara pegou no sono na cadeira da cozinha, tamanho o cansaço. 

Sobrevivemos. 

Sara teve sua festinha das Guerreiras do K-Pop. 

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Quanto as minhas preocupações, bom... 

O bolo1 foi quase todo devorado, assim como os salgados. Podemos então concluir que as crianças gostaram. Já os brigadeiros foram ignorados, apesar de deliciosos, e boa parte dos 100 que sobraram montamos marmitinhas para os nossos vizinhos. Então alguém ficou feliz. E antes que você pense que é loucura talvez seja, ainda sobrou fácil uns 40 e nem sei como vamos dar conta de comer. Além de que eu ficaria super feliz de, em pleno sábado de manhã, ganhar marmita de brigadeiro de vizinho. Política da boa vizinhança, como diz o Toni. 

Não lembro da hora que saímos de lá, mas acredito que o horário foi respeitado. Crianças e professoras parecem ter aproveitado o momento. Sarinha, apesar da vergonha por ser o centro das atenções, foi feliz e isso que importa. 

Sinceramente, não achei que fosse me afetar tanto, apesar das preocupações etc, mas aparentemente toda aquela descarga de adrenalina era too much sim. Já no carro, voltando pra casa, senti a dor de cabeça piorar, a náusea, a falta de ar dando as caras. Precisei recorrer a minha querida dipirona e uns minutos em posição fetal até acalmar os ânimos. 

Pelo visto assim como Sara começa um novo ciclo, começarei eu se o psicólogo concordar a viver o meu novo ciclo medicada porque no seco está, como diria Avril Lavigne, muito complicated.  

Só os deuses sabem que novas aventuras maternas me esperam e não pretendo ir de arrasta tentando permitir que a mini queen viva o extraordinário enquanto minha cabecinha se resolve sozinha. A gente faz o que pode com o que tem e com o que tenho estou podendo pouco. Ou podendo muito né, mas a que custo. 

Notas

  1. Em outro post comentei que o bolo seria feito por mim, mas no fim acabamos optando por encomendar (ainda bem).
17.7.26

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Tem quem prefira ler antes de assistir algo inspirado na história e eu acho isso sensacional. Só que comigo, na maioria dos casos, eu resolvo ler determinados livros depois da experiência de assisti-los. Fico tão envolvida que sinto que assistir não é suficiente e preciso repetir a experiência por outros meios. Foi o que aconteceu com Planeta dos Macacos1, com Viagem ao Centro da Terra, com O Hobbit, Senhor dos Anéis... e agora com O Perfume

Aviso — Se você ainda não leu ou não assistiu ao filme, saiba que provavelmente compartilharei minha experiência com spoilers de ambas as experiências. Leia por conta e risco 👀 

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O Perfume, a história de um assassino

Não me recordo quando exatamente assisti ao filme, mas lembro que foi uma experiência muitíssimo interessante. Na época entrou para a minha lista de favoritos fácil. Fiquei deslumbrada tamanha a estranheza que a história entregava. Chega a ser engraçado como, na primeira vez que assisti e que só percebi isso hoje revendo o filme, o que mais me marcou foi o começo e o fim da história. O nascimento de Grenouille, as experiências sensoriais dele, o grande Baldini — que eu lembrava ser interpretado pelo ator Dustin Hoffman — e, esquecendo completamente do meio da jornada do nosso protagonista, o julgamento. Mesmo não sendo de fato o final da trama, foi uma cena que me marcou muito. 

Agora, enfim tendo a experiência de revisitar essa história por meio da leitura graças ao clube do livro do Entreblogs — escolhida mediante ameaça votação para ser a leitura de julho —, posso afirmar que não apenas o filme mas agora também o livro fazem parte da minha lista de favoritos

França, século XVIII. O recém-nascido Jean-Baptiste Grenouille é abandonado pela mãe junto a restos de peixes em um mercado parisiense. Desprovido do cheiro que todo ser humano exala e rejeitado pela sociedade que o considera um ser abominável, o menino Grenouille cresce sobrevivendo ao repúdio, a acidentes e a doenças.

Durante a juventude, ele descobre ser dotado de um dom sublime ― uma extraordinária sensibilidade olfativa ― e passa a buscar a essência perfeita, o perfume que lhe falta para atingir o que mais almeja.2

O livro, que naturalmente foi lido com os vícios da memória por eu ter assistido ao filme primeiro, na Parte I entregou uma experiência tão boa quanto se não melhor do que quando assisti. Foi divertidíssimo resgatar cenas visuais enquanto lia parágrafo a parágrafo descrevendo as infinidades de cheiros da época, conhecer mais da história de Baldini que eu lembrava uma coisa ou outra da sua personalidade. Eu lembrava da atuação do ator Dustin, suas expressões e choque, mas lembrava muito pouco das camadas da sua história enquanto mestre perfumista. 

“As referências de Süskind ao cheiro são tão fortes que as páginas parecem estar impregnadas.” ― The Times

A Parte II me passou a sensação de um grandíssimo what the fuck porque eu não lembrava de nada disso acontecendo no filme e me deu um certo cansaço tamanha viagem. Ao mesmo tempo que, parando para rever o filme antes mesmo de ler a Parte III, me fez pensar que mesmo que meio exageradamente3 esse momento de introspecção e revelação aconteça com o personagem, consegui compreender mais do filme, porque sim parte dessa história foi para as telas também. No filme esse desejo e incômodo por trás do que ele parece buscar parece ser discutido tão sutilmente que quando assisti pela primeira vez nem notei. A experiência, livro e filme, se tornaram ainda melhores depois que entendi isso. 

Na Parte III volto a resgatar as memórias do filme durante a leitura, com a sensação de que filme e livro voltam a se conversar. Não em tudo, mas em muita coisa. 

Parando pra analisar melhor agora, é inegável, os personagens são muito mais detalhados no livro do que no filme. A escrita do Patrick consegue entregar camadas, de tantos personagens, que o filme não consegue. O que torna a experiência, de ler depois de assistir, ainda mais interessante. 

Talvez, se eu tivesse lido antes de ter assistido, teria gostado menos justamente por sentir que o filme não entrega tudo o que o livro consegue — mesmo sendo, pra mim, um filme incrível. Como a minha experiência foi o inverso disso, lendo a história de um filme que gostei demais, é como se algo que eu já achava bom conseguisse ficar ainda melhor. 

"O assassino parecia ser inatingível, incorpóreo como um espírito." 

Patrick Süskind, O perfume.

Já sobre coisas não tão relevantes, a primeira cena em que é apresentado o ateliê de Madame Arnulfi, eu só conseguia pensar na crise de rinite que me daria, apesar do lugar ser tão bonito recheado das mais diversas flores. Assim como, lá no começo do livro, fiquei pensando como a ama que cuidou de Grenouille bebê achar completamente esquisito um bebê não ter cheiro de bebê. Imagine cheirar a cabecinha de um bebê e não sentir nada? Cruzes.

No trecho da história em que somos apresentados também ao item mais desejado de Grenouille, me pego surpresa por não me recordar de que era Alan Rickman (nosso querido Snape, em Harry Potter) que atuava como pai de Laure. Este homem! 

Voltando para detalhes mais relevantes, achei curiosa a representação no filme de como os ricos e respeitados burgueses e nobres, eram cavaleiros esclarecidos e anticlericais até que algo atrapalhasse os seus negócios, aí sim recorriam ao bispo, à igreja, para que este enfim amaldiçoasse e banisse o temido monstro. Aos ricos a fé é conveniente apenas como arma para controlar e acalmar os ânimos. 

Quanto a Alan Rickman, o ator parecia cansado com a incompetência e burrice alheia tanto quando Antonie Richis ou quando sendo Snape. Fiquei feliz que certas tentações e pensamentos intrusivos dele foram detalhados apenas no livro, teria sido uma experiência nada agradável no filme. 

Sem mais divagações...

O livro aborda muitas camadas da época, das crenças, da moral e de tudo o que falta em Grenouille, o que vai além do cheiro. Algo que é muito melhor trabalhado e descrito no livro do que no filme. Até a Parte IV, sendo a parte final e por mais parecida que seja entre um e outro, é muito mais crua e bruta do que no filme. 

Termino então esse post ansiosa para ler as impressões do meu colegas, de uma história que parece permitir uma infinidade de reflexões. 

Esse post faz parte do clube de leitura da comunidade de blogagem coletiva ENTREBLOGS, criada com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos. Veja mais em clube/072026.

Resenha publicada hoje, 17 de julho, em comemoração ao aniversário de Grenouille — se é que nos permitimos comemorar a existência de um assassino tão peculiar. 

Notas

  1. Em Planeta dos Macacos o livro me marcou muito mais que o filme. Faz anos que li e até hoje lembro do choque que foi ler o final da história.
  2. Fonte Amazon — Livro disponível no Kindle Unlimited.
  3. Teoria fluidal me pegou muito na história e fui obrigada a pesquisar sobre pois delírio demais. Parece que tem base na vida real sim, sobre outras teorias malucas da época, mas que Patrick aproveitou isso pra dar uma viajada ainda maior. "[...] o autor Patrick Süskind a exagerou e a modificou para transformá-la em uma sátira literária ficcional." de acordo com a IA do Google.
15.7.26

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Hoje, especialmente, foi um desses dias. 

Emocionalmente pavoroso. 

Achei que ia acordar, seguir tranquilamente com as minhas responsabilidades maternas antes do café da manhã, depois tomar meu café com calma enquanto lia as atualizações da estória que está em processo de construção para o BEDA. 

Inclusive, fui dormir animada com a ideia de preparar um post resposta para a semdomínio falando que super concordo, Kakashi Hatake é o máximo mesmo, enquanto aproveitava para falar que eu arrisco dizer gostar do Gojo na mesma proporção. Só que a animação morreu, dadas as circunstâncias, antes de virar um post resposta.  

Errei, fui moleque.

Dia começou tudo menos tranquilo. Aparentemente as responsabilidades maternas estão tendo que enfrentar um novo vilão essa semana e não está sendo fácil. Finalizei certa etapa da manhã completamente desnorteada, aos prantos. 

Os planos para o dia foram por água abaixo. Tal qual um troll foge da luz, me escondi no breu do meu escritório e fiquei aqui ruminando sentimentos densos demais. São dias e dias né? Cheguei a escrever um texto pavoroso, sincero demais até pra mim, e apaguei. Do texto deixei apenas o título e a figurinha que de vez em quanto me veste bem demais, mesmo que eu não fume mais há muitos anos.   

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Consegui desviar a atenção desse poço de sentimentos enquanto me metia com html e css. As vezes só uma quebração de cabeça pra tirar o foco do que machuca. Depois de chegar no resultado que queria voltei para o meu pocinho de sofrimento, cheio de água com gosto de culpa. 

Agora, um pouco mais tranquila mas nem um pouco pronta pra uma próxima rodada, espero que o vilão me dê uma trégua pelo menos essa noite. Preciso de um tempo pra recuperar o fôlego — e quero meu ânimo resgatado para continuar meus projetinhos e falar das minhas baboseiras, poder ser feliz no simples.

Algumas batalhas a gente perde e sei que faz parte. Só é cansativo saber quais armas usar e ainda assim ser nocauteada tão rapidamente.  

Enfim, sinto que não falei nada com nada pra quem lê de fora #sorry, mas as vezes um desabafo serve só pra aliviar o peito de quem escreve enquanto ao leitor resta um caramba, foda ein e tudo bem. 

Talvez eu me inspire em Kakashi e procure a paz de algum jardim dos amassos (pensando agora se o livro ou outra coisa) ou finalize o dia assistindo mais de Jujutsu Kaisen para aprender com o Gojo a identificar qual o nível de dificuldade da maldição da vez, talvez não seja nível especial e eu só esteja dando peso demais as coisas. 

É, dias e dias. 

Tem dia que só no outro dia mesmo. 

13.7.26

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2026 tem sido um ano tão esquisito que achei que nem resumo do primeiro semestre iria sair. Parei pra rever os registros fotográficos do período e fiquei meio incrédula em como se passaram seis meses e parece não ter acontecido nada, ao mesmo tempo que aconteceram coisas demais. 

Então para não perder o costume de achar beleza nas coisas comuns da minha vida, resolvi me esforçar para encontrar esses resquícios na minha galeria e posts — mesmo que nem todos sejam belos. 

Primeiro semestre de 2026

  • mantemos o ritual de não passar filtro solar do jeito certo
  • vimos que barreiras linguísticas não impedem que um churrasco seja divertido;  
  • resolvi mudar de área e me matriculei em análise e desenvolvimento de sistemas; deixar a formação em administração de lado e me jogar em novas aventuras tecnológicas. 
  • primeiro ano da sarinha em um colégio (saiu da creche para estudar mais perto da casa nova e começar, de fato, o processo de alfabetização);
  • testei reduzir consideravelmente minhas horas de sono por noite porque só tinha tempo para estudar de madrugada e quase fui com deus; não indico.
  • rolou uns b.o. de saúde e umas tristezas e fui descobrir em um chalé muito do bacana que se autocozinhar numa banheira à 38ºC por muito tempo pode dar enxaqueca; é gostoso (o banho) mas rola uns efeitos colaterais. 
  • ganhei um stitch gigante no meu aniversário; e fui genuinamente feliz nesse dia. 
  • me senti muito ousada e poderosa sim por conseguir realocar o repositório do entreblogs em uma madrugada, sendo que conhecia muito pouco do github;
  • uma série de roubos no loteamento em que moramos nos garantiu alguns dias sem dormir e muito estresse; dia intensos mas os roubos logo cessaram. 
  • rolou o tão esperado encontro com colegas de trabalho do Toni e mais uma vez barreiras linguísticas não me impediram de conversar com pessoas muito legais; a turma da TI é realmente tudo maluca, ou seja, muito divertidos. 
  • pedi meu desligamento do trabalho em prol da minha saúde mental e física, depois de quase 8 anos no mesmo lugar, e fechei o semestre em situação de: desempregada; tenho um carinho enorme por muitas questões que vivi lá mas também ciente de que muitas outras me levaram a beira de, se não ao, burnout. o desemprego no momento não me aflige porque de certa forma me organizei pra me dar esse luxo e enfim poder descansar a cabecinha. 
  • coletivo entreblogs cresceu e tem me proporcionado tanto ✨
  • tentei voltar com meus exercícios/musculação em casa mas acabei abrindo mão disso temporariamente;
  • testei receita nova de bolo de chocolate e foi sucesso;
  • vivi minha casinha e minha família; 
  • li meus livrinhos;
  • sara aceitou pela primeira vez assistir filmes que amamos e gostou (sinais, o hobbit, senhor dos anéis);
  • enfim comecei a assistir naruto por indicação imploração do toni e amei;
  • mantive meu blog vivíssimo.
▃▃▃▃▃▃▃

Olhando essa lista e mesmo relendo posts e revendo minha galeria de fotografias, parece que aconteceu pouca coisa em tanto tempo. Seis meses parece muita coisa pra mim. Só que em contra partida foram meses tão pesados, eu me senti tão drenada, cheguei a me sentir tão vazia que, porra, parece que eu vivi uma vida inteira nesse primeiro semestre. Ao mesmo tempo que eu olho registros e parece que não fiz e não aconteceu nada. 

Já comentei outras vezes que não gosto desse papo de aprender na dor mas no fim das contas, foi um período em que precisei aprender na dor porque ia me deixar consumir todinha se o esgotamento mental não começasse a criar raízes podres na minha saúde física também. 

É muito fácil negligenciar nossa saúde mental quando cuidar disso é caro e a vida urge, cheia de demandas, de outras coisas que parecem mais urgentes. A gente vai dando conta, até não dar mais. 

Ainda assim, não consigo dizer que foi um semestre ruim. 

Talvez ter vivido outras dores, tão problemáticas quanto se não mais, tenham me anestesiado a ponto de ter aprendido a ainda conseguir olhar para o todo com carinho. Não porque aprendi a ser melhor — isso eu acredito que só vou saber quando/se eu não repetir os mesmos erros no futuro —, mas por ter muitas outras coisas pelas quais ser grata.  

Apesar dos pesares, afinal a vida tem seus altos e baixos de vez em quando mesmo, sou muito feliz com a vida que conquistei. Nem todas as escolhas são acertadas, muitas são inconscientes porque no fundo são fruto daquele território conhecido mesmo que não necessariamente bom, mas muita coisa é consequência das boas escolhas do passado. 

Enfim, é isso. Entre mortos e feridos, salvou-se ainda o meu carinho pela minha vida comum. Feliz pelas minhas conquistas (criar coragem para decidir me desligar do trabalho por mim foi uma) e pelas relações que tenho nutrido (com a família, com as que o fuso horário não impede de existir). Podendo assim fechar mais um post com:

É, a vida presta.

Esse post faz parte da seleção de temas da comunidade de blogagem coletiva ENTREBLOGS, criada com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos. Veja mais em temas/#018.

12.7.26

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nova habilidade desbloqueada: colocar uma criança adormecida dentro de uma cabana minúscula, que ela transformou de cama tem alguns dias, sem destruir a porra toda. acho que uns dois grampos voaram no processo sabe-se lá os deuses pra onde mas a princípio nenhum dano relevante. se a cabana não se desmontar no meio da madrugada contarei como sucesso. 

caso você não tenha conseguido visualizar a cena, imagine tentar carregar com os braços um corpo desmaiado e conseguir colocar esse corpo dentro de uma cabana infantil (daquelas que se olhar muito ela se desmonta) sem destruir a cabana. 

▃▃▃▃▃▃▃

fui parar na timeline do tumblr, por causa de um blog que leio e que não tem nada a ver com o que vou falar agora, e descobri que existe uma galera de artistas que recria personagens de anime numa pegada +18. quando me dei conta estava num espiral hipnótico fuçando perfis e descobrindo que no patreon você precisa pagar para ver as artes censuradas. dia triste para ser safada & mão fechada. fiquei na curiosidade, mas não livre do feitiço. caí em ilustrações suficientes para agora precisar assistir jujutsu kaisen

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▃▃▃▃▃▃▃

nessa de aprender mais coisinhas de html e css nesse blog, tô querendo arrumar a bagunça do passado. deixar algumas coisas meio parametrizadas pra não precisar me estressar com posts antigos a cada alteração de layout. 

nisso descobri que esse blog tem +500 posts publicados. pouca coisa graças a deus. isso considerando ainda que desde dois mil e guaraná com rolha muitos foram excluídos. cruzes. 

agora tô olhando basicamente post a post e me perguntando se numa época eu usava alguma técnica tipo digitar com a testa. não é possível. 

ainda bem que a gente vai melhorando e descobrindo formas menos esquisitas de comunicação né? ainda bem. 

mas também tem posts bem legais que pretendo resgatar e hablar muito a respeito no beda. 

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descobri graças ao igor que dá pra automatizar coisinhas em nosso site alimentando uma planilha de excel — muito do entreblogs é automatizado assim —, algo que eu achei genial. então, fuçadeira que sou, resolvi aplicar essa coisinha bacana em uma página estática aqui do blog. criei uma página /board e desativei a /now porque acabei colocando elementos dela lá. 

edit: me dei conta que o board era basicamente um now mais bonito e resolvi ativar essa página novamente. uma versão now 2.0 haha. 

vou ser bem sincera, no começo tentando criar o script eu achei que ia jogar o notebook na parede. mas antes tarde do que mais tarde venci seja lá o que for (ainda aprendendo a coisa toda) e consegui fazer funcionar. e amigos, depois que funcionou, um mar de ideias começou a me alucinar. ainda estou incrédula com o feito ao mesmo tempo que porra ficou tão bonitinho. estou orgulhosa ✨

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uso o inoreader como leitor de rss e ele permite etiquetar posts. comecei a organizar alguns que quero revisitar em algum momento (resenhas de livros e filmes que ainda quero consumir, por exemplo) e outros que gostei e queria compartilhar por aqui também. 

segue últimos posts etiquetados para #linkar ✨