quinta-feira, 16 de julho de 2026

Belém 2 a 8 e outros espaços de restauração

 1.Belém 2 a 8 - 4,5 *

Este restaurante que frequento há anos, embora situado numa zona turistica, não é para turistas. Tem 2 pisos, para além de uma esplanada exterior. Espaço confortável, guardanapos de bom papel e copos adequados na mesa. 


Na ementa constam:

.Couvert

.Pratos do dia (mudam todos os meses) que custam 17,50 € (2ª a 6ª feira) e 18,50 € (Sábado e Domingo)

.Pastéis de massa tenra (a grande especialidade da casa e não conheço outros melhores) com arroz de tomate a 17,50 € em 3 modalidades (tradicionais com carne, do Mar com bacalhau e vegetarianos)

.Sopas - 1 (4,90 €)

.Pratos tradicionais de

..Peixe - 7 (de 17 a 23 €)

..Carne - 6 (de 16,50 a 20 €)

.Petiscos - 12 (de 3,90 a 15,50 €)

.Saladas - 3 (7,50 a 15 €)

.Sobremesas - 8 (não registei os preços) que inclui um pastel de massa tenra com maçã, canela, nozes e gelado

Optei por (tudo a merecer 5 *):

.Queijo fresco com pesto de manjericão e nozes (em partilha)

.Pastéis de massa tenra do Mar com arroz de tomate (uma dose muito generosa)


Quanto à componente vínica, inventariei:

.3 espumantes

.2 champanhes 

.41 brancos (embora, erradamente, os 8 da Região dos Vinhos Verdes estejam separados dos restantes brancos) (4 a copo)

.26 tintos (3 a copo)

.6 rosés

.17 tintos de garrafeira

.6 fortificados (5 Porto e 1 Moscatel)

Optei por 1 copo de Lagoalva 2025 - muito fresco, floral e com uma boa acidez, a ligar bem com os pastéis de massa tenra de bacalhau. Nota 17.

A garrafa veio à mesa e dada a provar.


Serviço atento, simpático e profissioal a cargo do chefe de sala, Moreno de seu nome, e da sua equipa praticamente toda constituida por imigrantes. Se fossemos na conversa dos "chegas", este e a maior parte dos restaurantes deste país fechava.


Finalmente, recomendo e tenciono voltar sempre!


2.Outros espaços de restauração, classificados de 1 a 5 *

Com 5

.Café Príncipe Real (Hotel Memmo Príncipe Real)

.Lugar Marcado

.Magano

.O Capítulo (Convent Square Hotel)

.Prova-Enoteca Restelo

.Sal na Adega (Adega Mãe)

Com 4,5

.Alma Lusa Belém

.Descobre

.Frade dos Mares

.Junqueira 61

.Marisqueira de Algés

.Mesa do Alfaiate (Golden Lisbon Hotel)

.Relento (Algés)

.Sebastião (Hotel da Baixa)

Com 4

.Churrasqueira do Campo Grande

.Corrupio

.The Kitchen (Evolution Hotel)

.Moinho Ibérico (São João das Lampas)

.Nortenha (Algés)

.Olympia Bistrô (Olympia Lis Baixa Hotel) (a)

.Traste Saldanha (Hotel Zenit Lisboa)

Com 3,5

.Bairrro do Avillez

.Lago Lisboa


(a) - chumbado por ter aderido à malfadada e ofensiva moda in USA de incluir a gratificação na factura

terça-feira, 14 de julho de 2026

Grupo FJF (50ª sessão)

 Esta última sessão deste grupo de enófilos foi organizada pelo Frederico e decorreu, uma vez mais, no Salsa & Coentros. Boa comida de tacho, serviço adequado e copos Riedel na mesa (um luxo!).

Desfilaram, às cegas:


.Vadio Finuum desde 2007 (uma das 1000 garrafas) - com base nas castas Bical, Baga e Cercial e inspirado nos vinhos finos de Jerez; cítrico e salino, alguma fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo (11 % vol.). Fresco, gastronómico e contra a corrente . Nota 18,5.

Este branco harmonizou com uma série de entradas (queijo fresco, empadas e migas de batata e ovo à Salsa & Coentros) e um prato de xerém de polvo.


.Dominio do Açor Jaen Alterita 3 2023 (garrafa nº 1420/2816) - com base na casta Jaen (100 %), estagiou em barricas de carvalho francês; fruta vermelha, acidez elevada, taninos algo agressivos que se vão desvanecendo, algum especiado, volume e final de boca médios (12,5 % vol.). Gastronómico, a consumir nos próximos 8 a 10 anos. Nota 17.


.Dominio do Açor Jaen Alterita 5 2023 (uma das 2816 garrafas) - com base na casta Jaen (100 %), estagiou em barricas de carvalho francês; fruta vermelha, acidez no ponto, taninos bem presentes, mas civilizados, notas especiadas, alguma estrutura e final de boca persistente (12,5 % vol.). Fresco e elegante, a consumir nos próximos 8 a 10 anos. Nota 17,5.

Estes 2 tintos maridaram com uma grelhada mista de porco preto.


.Artur Barros e Sousa Malvasia Reserva - presença de frutos secos, bem especiado, algum vinagrinho, taninos dóceis, acentuado volume e final de boca interminável. Um belíssimo e complexo Madeira. Nota 19.

Este fortificado acompanhou tarte de laranja, bolo de chocolate e encharcada.


A terminar, foi mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado Frederico!

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Prova de vinhos Lagoalva

 A convite da Joana Pratas, voltei  a participar numa prova das novidades da Lagoalva, algo semelhante à do ano passado, objecto da crónica "Curtas (CLXII) : Lagoalva, (...)".

O espaço onde as provas deste ano foram realizadas, Jardim do Palácio da Anunciada, é claramente vencedor quando comparado com o de 2025, o Rooftop do restaurante Tutto Passa no Cais da Rocha de Conde de Óbidos. É um local muito agradável, espaçoso e cheio de sombras.


Este ano tive a oportunidade de provar os vinhos abaixo indicados, cujos perfis são algo semelhantes aos do ano passado:

.Lagoalva 2025 branco - correcto e refrescante, mas não fica na memória (nota 16,5)

.Lagoalva Sauvignon Blanc 2025 - um bom exemplar da casta e, mais uma vez, o mais interessante da prova (nota 17,5)

.Lagoalva Rosé 2025 - para ser bebido numa esplanada ou à borda de uma piscina (não é o meu caso) (nota 15)

.Quinta da Lagoalva Alfrocheiro Reserva Bio 2024 - demasiado "light" e adequado para acompanhar nos dias de calor alguma gastronomia leve (nota 17)

Uma pena que, mais uma vez, não estivesse à prova o Quinta da Lagoalva Grande Reserva Fernão Pires, um dos meus brancos preferidos.


Provei, ainda, o Azeite Quinta da Lagoalva de que gostei francamente (nota 4,5 em 5)

Não cheguei a provar o gelado, pois ainda não tinha chegado na hora em que tive de sair.


Resumindo e concluindo : uma boa organização, um agradável ambiente e um espaço fabuloso que "esmagam" a prova de 2025.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Junho 2018 : o que aconteceu aqui há 8 anos

 Das 12 crónicas publicadas no decorrer de Junho 2018, destaco estas 3:


."Cantina Zé Avillez : o rei vai nu?"

Já não me lembrava desta crónica, a qual veio reforçar a recente "Bairro do Avillez nunca mais!" publicada em 25 Junho.

De facto não basta ter fama, há que merecê-la!


."Jantar Herdade do Esporão"

Recordando um jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar dsa Avenidas que decorreu no restaurante Sem Dúvida. Esteve presente a enóloga do esporão, Ana Alves de seu nome, que apresentou 1 espumante, 3 brancos, 2 tintos e 1 Porto.


."Novo Formato+ (31ª sessão) : 7 grandes vinhos e 1 desilusão"

Recordando um almoço vínico deste grupo alargado que decorreu na Casa da Dízima, com vinhos da garrafeira do J. Rosa (3 brancos, 3 tintos, 1 Porto e 1 Madeira).

Nota muito alta para o Krohn Colheita 1966.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Grupo dos 3 (106ª sessão) : 1 confirmação e 2 desilusões

 Esta última sessão deste grupo de enófilos da linha dura foi da minha responsabilidade. Escolhi, uma vez mais, o Lugar Marcado. O habitual, com a Sandra inspirada nos tachos e a Fátima a praticar um serviço de vinhos de 5 *. Bons copos Schott na mesa.


O repasto iniciou-se com a habitual prova de azeites:

.Brites Aguiar (Douro) - 5

.Ervideira (Alentejo) - 4,5

.Herdade do Rocim (Alentejo) - 4


Prèviamente decantados, desfilaram às cegas: 

.Quinta da Pellada Primus 2021 - 91 pontos na Wine Enthusiast; com base na casta Encruzado em vinhas velhas, estagiou 9 meses em barrica e mais 24 na garrafa; cítrico e presença de fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume acentuado e final de boca longo (13 % vol.). Complexo e gastronómico, a confirmação. Nota 18,5.

Este branco harmonizou com chamuças de e croquetes de carne, camarões panados, tomatada de feijão, milho frito e caril de camarão.


.Quinta da Pellada Alto 2017 - 18,5 e Prémio Excelência 2020 na Grandes Escolhas; com base em vinhas velhas da parcela Alto, estagiou 28 meses em carvalho usado; ainda com fruta vermelha, acidez q.b., notas especiadas, taninos algo agressivos, alguma estrutura e final de boca (13 % vol.). Algo rústico, mas muito gastronómico, uma desilusão. Nota 17,5.

Este tinto maridou com a tomatada, o caril e cachaço de porco preto.


.Sandeman Royal Ambrosante Jerez Pedro Ximenez 20 Anos - 93 pontos na Wine Enthusiast (?!) - cor demasiado escura, excessivamente doce, acidez nos mínimos, algum volume e final de boca. Outra desilusão. Desclassificado!

Conflituou com uma mousse surpresa de limão.


A terminar, mais uma boa sessão de convívio, bons comeres, mas os beberes não tanto.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Curtas (CLX) : Feira do Alvarinho, Ericeira Wine Party, Adega de Palmela Wine Sunset, Alivetaste, Chefs on Fire e Enophilo Wine Fest

 1.Feira do Alvarinho

A 29ª edição deste evento vai decorrer de 2 a 5 Julho no Parque das Caldas em Monção e conta com a presença de 40 produtores de vinho, 20 tasquinhas e 4 restaurantes.

O horário será o seguinte:

.dia 2 - das 17h às 2h30

.dia 3 - das 17h às 5h

.dia 4 - das 11h às 5h

.dia 5 - das 11h às 24h


2.Ericeira Wine Party

A 2ª edição deste evento decorrerá no dia 4 Julho (das 17h às 20h) no Hotel Vila Galé Ericeira e será organizado pela revista Paixão pelo Vinho.

Estão previstas provas de vinhos (mais de 200 referências), provas comentadas, petiscos e música ao vivo.


3.Adega de Palmela Wine Sunset

Decorrerá dia 4 Julho com provas de vinhos, "street food" e música ao vivo.


4.Alivetaste

A 10ª edição deste festival de vinho, comida e música terá lugar no Tivoli Kopke Gaia no dia 6 Julho, das 17h às 22h.

Conta com 20 chefs convidados e mais de 30 produtores de vinho.


5.Chefs on Fire

Este evento vai decorrer de 17 a 19 Julho no Parque Infante D. Pedro em Aveiro.

Aguardam-se 12 chefes com almoços (das 12h às 16h30) e jantares (das 18h30 às 23h).


6.Enophilo Wine Fest

Este evento terá lugar no Hotel Grande Real Villa Itália em Cascais dia 18 Julho (das 17h às 23h).

Previstos 30 produtores que porão à prova mais de 300 vinhos.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Bairro do Avillez nunca mais!

 É minha norma escrever sobre os restaurantes que gosto, onde se come bem e trata igualmente também o vinho. Em suma, merecem ser recomendados. Mas hoje é ao contrário. Vou desabafar sobre um badalado espaço de restauração, onde estive há pouco tempo e que detestei: a Taberna do Bairro Avillez.


Marquei através da plataforma TheFork e avaliei-o conforme transcrevo:

"Esta ida ao Bairro do Avillez não podia ter corrido pior. Recebido à porta por uma das empregadas e levado a uma mesa ali fiquei ignorado. Tive que gesticular muito para ser atendido. O serviço manteve-se errático durante todo o almoço. Lamentável. Salvou-se a comida (saladinha de favas e mãozinhas de vaca). Quando veio a conta nem queria acreditar: 1 café por 2,65 €! Isto é um roubo! Mais: quando paguei com cartão VISA, nem sequer me derram o talão. Bairro do Avillez nunca mais!"


O que não cheguei a escrever: quando pedi uma cerveja, a mesma só veio depois de diversas insistências. Em contramão, apareceram-me com um copo de água quando já tinha dito que não a queria.


Bairro do Avillez nunca mais!