Eu, Leitora

Eu, Leitora | Marie Claire

Eu, Leitora | Marie Claire

Aos 23 anos, Naiane Gomes Ribeiro ainda convive com a incerteza de um diagnóstico recebido na infância. Por culpa de uma combinação genética rara, ela convive desde cedo com a baixa visão. Depois de enfrentar o preconceito, a pernambucana encontrou nas redes sociais uma maneira de transformar sua experiência em informação, humor e acolhimento

‘Meus pais não sabiam que eram primos e a combinação genética causou minha deficiência. Mesmo assim, o diagnóstico não me parou’

Ana Beatriz Batista levava uma vida normal em Cajamar (SP), sua cidade natal, até que conheceu um americano e decidiu se casar. Apaixonada, embarcou em uma aventura e se mudou com ele para fora do país. Com o tempo, descobriu que o homem com quem estava se relacionando não era quem pensava

‘Casei e fui para os EUA, mas meu marido me fez ser presa, perder a guarda do nosso filho e morar em um abrigo’

A nutricionista Victoria Jonk vasculhou as redes sociais, perguntou aos amigos e, no fim, descobriu que seu amor estava muito mais perto do que ela imaginava

'Investiguei mais de 30 mil curtidas para achar um homem que vi num jogo de futebol. Hoje, ele é meu marido'

Depois da separação, a engenheira elétrica passou a questionar sua própria identidade de gênero. No relato à Marie Claire, ela fala sobre a transição, a reação dos pais e a relação com os dois filhos

‘Me assumi mulher trans aos 48 anos. Hoje, meus filhos me chamam de ‘minha pai’’

Foram quase dez anos até que Kathleen Fontoura, de 40 anos, conseguisse deixar a Cracolândia, na região central de São Paulo, e superar o vício em crack. À Marie Claire, a cantora conta que a música, especificamente o pagode gospel, tem grande mérito em seu processo de recuperação. Hoje, além de ser sua fonte de sustento também se tornou uma ferramenta para resgatar outros dependentes químicos que vivem no local onde, por anos, ela esteve imersa

‘Venci 10 anos de vício no crack e hoje uso o pagode gospel para ajudar outros dependentes a saírem da Cracolândia’

Mãe aos 17, Jhulia Avila sobreviveu a um casamento marcado por abusos. Com duas filhas, uma trouxa de roupas e uma televisão, deixou toda a violência para trás em busca da vida livre e realizada dentro da boleia

'Meu marido me proibiu de tirar a carteira de motorista e o abandonei para seguir meu sonho'

Patrícia Daparé estava solteira aos 35 anos, bem distante de realizar o sonho de ser mãe. Foi quando conheceu um parceiro e, juntos, começaram a tentar construir uma família. Depois de duas perdas gestacionais e o parto de um bebê morto, ela decidiu adotar uma criança. Foi quando o destino fez tudo mudar

‘Depois de dar à luz um bebê sem vida, decidi adotar. Três meses depois, descobri que estava grávida. Agora, sou mãe de dois’

Um mergulho salvou a médica pernambucana , de 42 anos, do tsunami que matou mais de 160 mil pessoas no Sudeste Asiático e na África, em dezembro de 2004. No momento do maremoto, ela e o marido, o médico Isac Szwarc, 51 anos, mergulhavam em uma das praias da ilha de Phi Phi, na Tailândia. A 23 metros de profundidade, o casal nem sentiu a passagem da onda gigante. Mas, em terra firme, testemunharam os estragos da tragédia, ouviram relatos desesperados e ajudaram a socorrer os feridos. Karina foi registrada, no consulado do Brasil na Tailândia, como a primeira sobrevivente entre os mais de 400 brasileiros que estavam na região no dia do tsunami

'Sobrevivi a um tsunami após mergulhar. Ajudei a socorrer os feridos e vi coisas que nunca vou esquecer'

Nos primeiros meses de vida, o filho de Camila Fantini, Ravi, foi diagnosticado com atresia de vias biliares, uma doença rara que o fez entrar na fila de transplantes de fígado. Em meio ao desespero e ao desamparo, a mãe de Ravi conheceu Luiz Fernando, que salvou a vida do menino ao aceitar ser doador. A Marie Claire, Camila conta como atitude de Luiz fez com que ele se tornasse um ‘irmão’ e inspiração para que ela ajudasse outras mães

‘Encontrei um doador de órgãos para o meu filho pela internet. Ele ganhou a vida e eu um novo irmão’

A costureira aposentada Ilda Ribeiro de Souza, a “Sila” foi cangaceira durante dois anos e foi a última sobrevivente do massacre que matou Lampião e Maria Bonita, em Angicos, estado de Sergipe, em 1938. Viúva de Zé Sereno, homem de confiança de Lampião, ela lembrou como era a vida no cangaço e como ainda tinha pesadelos com tiroteios. Quanto tinha 77 anos, em 2000, ela contou sua história para Marie Claire

'Escapei do cerco que matou Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros. Sobrevivi para contar essa história'
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE