sexta-feira, 17 de julho de 2026

[ ... ]

 

Do verbo sucumbir,

entrega-se ao entardecer interrogando-se:

se a soma dos dias cabe na angelical mão

como saber tão dolorosa resposta

sucumbir, não por fraqueza, mas pelo peso das memórias que se

aninham na pele e aprendem a respirar

 onde a esperança já não alcança.

sabe-se entre o limbo e o frio das catacumbas

peregrinação ao purgatório ou ao inferno

agudiza-se a cada sentir,

despencando dentro de si o infortúnio de tantos ontens

ao entardecer espera pelo negrume da noite como quem espera pão

para a boca, dizem

guiada pela candeia cintilante, não da alma, mas dos seus olhos,

como se sucumbir fosse apenas o último gesto antes de aprender que

até a escuridão tem memória.

 

sexta-feira, 7 de março de 2025



da virgindade dos dias
os olhos contemplam um entardecer impetuoso 
na mesma condição do seu [eu ]
a violência das lágrimas 
são uma ode ao que não sabe
ela não sabe, ainda





segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

 


o que vês da tua janela

a sedução entre o vento e árvores despojadas.

 Este bailado detém_me noutras tardes de Outono em dias de Inverno 

Saudade mal disfarçada em literacia de sentires


sábado, 19 de outubro de 2024

Inquietudinem in pluviæ mane


 O dia nasce desalinhado entre emoções, chuva e vento. Mas, não será antes um alinhamento, inquietações num sábado igual a tantos outros, igual na condição do dia da semana, não nos sentires!