Presidente de Guiné-Bissau é morto por soldados

O presidente de Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, foi morto a tiros por soldados nesta segunda-feira, de acordo com autoridades militares do país.
Os militares negam que esteja acontecendo um golpe militar, e relatos dizem que a capital Bissau está tranquila.
Um porta-voz do governo disse que os responsáveis pelo assassinato pertencem a um grupo isolado e estão sendo procurados.
O assassinato de Vieira é apontado como uma vingança pela morte do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do país, o general Tagme Na Waie, ocorrida horas antes em um ataque a bomba.
Histórico
Correspondentes dizem que o presidente e o general estavam em conflito há meses.
Em novembro, o país foi cenário de uma tentativa fracassada de golpe de Estado, quando soldados invadiram o palácio presidencial a tiros.
O presidente então organizou sua equipe de segurança com 400 homens armados, mas, em janeiro, o grupo foi dissolvido, acusado de tentar assassinar Na Waie.
João Bernardo Vieira, conhecido como "Nino", controlou Guiné-Bissau por quase 23 anos. Ele havia sido reeleito para a Presidência do país do oeste africano em 2005, após passar nove anos fora do poder, deposto durante uma guerra civil que durou 11 meses.
Guiné-Bissau tem um histórico de golpes e motins desde que se tornou independente de Portugal, em 1974.
Nos últimos anos, o país se tornou uma rota do tráfico de drogas da América Latina para a Europa, o que, na opinião de analistas, contribui ainda mais para abalar as já fragilizadas instituições estatais.
O governo de Portugal divulgou um comunicado dizendo que pretende convocar uma reunião de emergência da Comunidade Portuguesa de Língua Portuguesa (CPLP) para debater os acontecimentos em Guiné-Bissau.

























