Ataque suicida em mesquita mata pelo menos 50 no Paquistão

Pelo menos 50 pessoas foram mortas e mais de 70 ficaram feridas após um ataque suicida em uma mesquita na cidade de Jamrud, no noroeste do Paquistão, segundo autoridades locais.
De acordo com Tariq Hayat, administrador da região de Khyber, onde fica a mesquita, o número de mortos pode chegar a 70.
O atentado aconteceu quando cerca de 250 pessoas estavam reunidas no local para as orações da sexta-feira. O suicida detonou os explosivos no início das orações.
A mesquita ficava perto de um posto de controle situado em uma das tribos locais, a 30 quilômetros da fronteira entre Afeganistão e Paquistão. Entre os mortos estão muitos policiais, membros da tribo, além de fiéis.
Imagens exibidas na televisão mostraram o prédio completamente destruído. Equipes de resgate ainda tentam buscar sobreviventes, mas acredita-se que ainda haja mortos enterrados nos escombros.
Estratégia
"A explosão aconteceu pouco antes do líder das orações anunciar o início das preces", disse Noor Mohammad, policial na região tribal, à BBC.
"Eu estava fora da mesquita, pois me atrasei e não consegui lugar. Depois da explosão, as portas da mesquita pegaram fogo. Momentos depois, a mesquita desabou", acrescentou.
O ataque ocorreu apenas horas antes de o presidente americano Barack Obama anunciar os detalhes de uma nova estratégia para combater militantes no Afeganistão e Paquistão.
Nenhum grupo assumiu responsabilidade pelo ataque suicida, que poderia estar ligado a disputas entre milícias tribais locais.
Recentemente, as autoridades de segurança do Paquistão concentraram forças na região de Khyber, especialmente na área de Jamrud, para combater militantes que atacam comboios que levam suprimentos para as forças da Otan.
As operações estariam sendo coordenadas por autoridades do serviço secreto americano. As forças de segurança paquistanesas afirmam que já capturaram e mataram vários integrantes da rede Al-Qaeda na operação.
O administrador da região de Khyber, Tariq Hayat, afirmou que os moradores da região têm cooperado com as forças de segurança.

























