Polícia espanhola prende 11 brasileiros acusados de falsificar documentos

- Author, Anelise Infante
- Role, De Madri para a BBC Brasil
- Published
A polícia espanhola prendeu nesta terça-feira 11 brasileiros acusados de falsificar e vender documentos europeus a imigrantes ilegais.
A suposta quadrilha foi pega em Málaga, sul do país, numa operação policial chamada de "primo", que custou três meses de investigação.
Segundo a Unidade contra Redes de Imigração e Falsificação de Documentos (UCRIF), os falsificadores vendiam cédulas de identidade, carteiras de motorista, contratos de trabalho e licenças de residência européias adulteradas a outros imigrantes brasileiros.
A quadrilha cobraria entre 600 e 800 euros (aproximadamente R$ 1.8 mil a R$ 2.4 mil) por cada documento falso.
Qualidade
A polícia espanhola afirmou à BBC Brasil que os imigrantes brasileiros que compraram os documentos também estão sendo procurados e deverão ser indiciados por crime de fraude.
Os compradores poderão pegar de três a seis anos de cadeia porque, segundo os policiais, sabiam que os documentos eram irregulares.
O porta-voz da UCRIF disse ainda que a "falsificação era de alta qualidade, o que tornou muito difícil detectar falhas."
Por causa da qualidade da falsificação, muitos imigrantes ilegais teriam aberto contas bancárias,além de conseguir empregos e créditos. A suposta quadrilha brasileira teria um contato espanhol, que também foi preso e atuava em Madri.
Este homem de 50 anos, cuja identidade não foi divulgada, seria o responsável por orientar os imigrantes ilegais antes de ir a entrevistas de trabalho ou abrir contas em bancos europeus para que os documentos não levantassem suspeitas.
Dos 11 brasileiros presos, com idades entre 23 e 38 anos, três deles tinham antecedentes penais por fraude.
A polícia não quis informar sobre a identidade ou estado de origem dos detidos, dizendo apenas que deverão ser julgados na Espanha, podendo ser sentenciados à penas que variam de seis e 12 anos de cadeia.
Na operação em três apartamentos foram apreendidos quatro computadores, 73 documentos falsos em fase de finalização, material para confecção e fotos de clientes.

























