EUA vão boicotar conferência da ONU sobre racismo

O governo dos Estados Unidos confirmou neste sábado que vai boicotar uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre racismo, marcada para começar na próxima segunda-feira, em Genebra.
O Departamento de Estado americano alegou que o texto proposto para ser o documento principal da conferência permanece "inaceitável", apesar de ter sido corrigido significativamente.
Os Estados Unidos e Israel abandonaram um encontro semelhante em Durban, em 2001, quando o rascunho do documento fez uma correlação entre sionismo e racismo.
Diplomatas da União Europeia ainda estão discutindo sua presença na conferência, enquanto Canadá e Israel já declararam sua ausência.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que no passado despertou revolta ao repetir várias vezes que o Holocausto havia sido um "mito", é o único chefe de Estado proeminente a confirmar sua participação no evento.
'Incitamento'
O Departamento de Estado americano disse que foi "com pesar" que o país decidiu boicotar a conferência..
"O texto ainda contém uma linguagem que reafirma in toto a Declaração e o Programa de Ação de Durban, de 2001, que os Estados Unidos há tempos diz não ter condições de apoiar", diz um comunicado divulgado à imprensa.
"Sua inclusão no documento revisado tem o mesmo efeito de inserir aquele texto no documento atual, e readotá-lo."
"Aquela declaração destaca um conflito em particular pré-julga questões fundamentais que somente podem ser resolvidas em negociações entre israelenses e palestinos."
"Os Estados Unidos têm sérias preocupações com as novas adições ao texto, no que diz respeito ao 'incitamento', o que vai contra o compromisso dos Estados Unidos com a liberdade de expressão", conclui o documento.
Grupos americanos de defesa dos direitos dos negros, no entanto, criticaram a decisão do governo.

























