Líder da oposição na Venezuela foge para o Peru

- Author, Michelle Marinho
- Role, De Lima para a BBC Brasil
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O líder de oposição na Venezuela e ex-candidato à Presidência do país, Manuel Rosales, entrou como turista no Peru, declarou nesta terça-feira o governo peruano.
O ministro das Relações Exteriores do Peru, José Antonio García Belaunde, disse que ainda não foi feito um pedido oficial de asilo político e que Rosales, que chegou acompanhado da família, pode permanecer no país como turista por 180 dias.
Na segunda-feira, o partido de Rosales havia declarado que ele iria pedir asilo a um país vizinho à Venezuela, alegando que ele estava sofrendo perseguição política.
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A imprensa peruana, citando fontes diplomáticas, afirma que Rosales entrou no país no domingo.
Acusações
Rosales deveria ter comparecido nesta segunda-feira a um tribunal venezuelano onde enfrenta julgamento, mas não é visto em público desde março, quando anunciou estar "refugiado" no interior do Estado de Zulia (oeste do país).
Desde então, abandonou suas funções como prefeito da cidade de Maracaibo, a segunda maior do país, delegando o cargo a um ex-deputado.
O oposicionista foi acusado pelo Ministério Público (MP) de Zulia de enriquecimento ilícito durante sua gestão à frente do governo estadual.
O MP alega que Rosales não pode comprovar a procedência de US$ 68 mil em sua declaração de patrimônio relativa aos anos de 2002 a 2004.
Manuel Rosales foi o dirigente que uniu a fragmentada oposição venezuelana nas eleições presidenciais de 2006 e enfrentou o atual presidente, Hugo Chávez, nas urnas como candidato de mais de 40 partidos. Foi derrotado por Chávez, que recebeu 63% dos votos.
Os membros da oposição venezuelana alegam que Rosales não cometeu nenhuma irregularidade e que o julgamento é parte de uma "onda de perseguição política" do governo a seus adversários.
O governo, por sua vez, defende a aplicação da lei e o julgamento por corrupção.
O analista internacional peruano Alejandro Deustua teme que esta situação possa afetar as relações diplomáticas entre Peru e Venezuela, frágeis há algum tempo pela série de discussões entre Chávez e o presidente peruano, Alan García.

























