Três pessoas morrem em protesto na China
Três pessoas foram mortas e mais de 20 ficaram feridas durante um protesto na cidade de Urumqi, na província de Xinjiang, noroeste da China.
A agência de notícias estatal Xinhua informou que a polícia controlou o tumulto depois que os manifestantes atacaram transeuntes e incendiaram veículos.
A agência não informou quantas pessoas estavam envolvidas no protesto ou qual foi o motivo do tumulto.
Mas ativistas e testemunhas informaram que os envolvidos eram uigures, da minoria étnica muçulmana. Um toque de recolher foi decretado na cidade.
A província de Xinjiang tem cerca de 8 milhões de uigures e existe um movimento separatista entre os membros desta minoria.
Barreiras da polícia
Adam Grode, cidadão americano que estuda em Urumqi, afirmou à agência de notícias Associated Press que viu manifestantes derrubando barreiras da polícia e quebrando janelas de ônibus.
A polícia reagiu com gás lacrimogêneo, jatos de água e usando bastões contra os manifestantes. Quando anoiteceu mais policiais foram enviados à cidade.
Ativistas uigures que vivem no Japão e Alemanha informaram que receberam informações sobre muitas prisões ocorridas na cidade.
Já a agência Xinhua informou que as três pessoas mortas durante o tumulto eram da etnia han.
Ainda não se sabe o que desencadeou o protesto, mas as relações entre integrantes da etnia han e os uigures são tensas.
O governo central da China mantém o controle severo em Xinjiang e rejeita os pedidos de independência dos uigures.
O Departamento de Estado americano acusa o governo chinês de abusos dos direitos humanos na região.
Em um relatório divulgado no começo de 2009, o Departamento de Estado americano afirma que "a dura repressão cultural e religiosa" de minorias étnicas na região de Xinjiang aumentou.
Os separatistas uigures fazem uma campanha contra o governo chinês há décadas e já ocorreram episódios esporádicos de violência na região.

























