Clinton volta aos EUA acompanhado de jornalistas perdoadas por Pyongyang

O ex-presidente americano Bill Clinton partiu nesta terça-feira de Pyongyang em direção aos Estados Unidos acompanhado das duas jornalistas libertadas durante sua visita à Coreia do Norte.
Segundo o porta-voz de Clinton, a comitiva deve chegar a Los Angeles, na Califórnia, na manhã desta quarta-feira.
No desembarque, as jornalistas Laura Ling e Euna Lee serão recebidas por familiares.
Nesta terça-feira, elas receberam um perdão especial do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Il, após um encontro entre o mandatário com Bill Clinton.
As jornalistas americanas estavam presas desde março, quando foram condenadas a 12 anos de trabalhos forçados, acusadas de terem ter cruzado ilegalmente a fronteira entre a China e a Coreia do Norte.
<span xml:lang="pt-br"><span><link type="page"><caption> Leia na BBC: Coreia do Norte perdoa presas americanas durante visita de Bill Clinton</caption><url href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/08/090804_coreiaperdao_ac.shtml" platform="highweb"/></link></span> </span>
'Exaustivo'
Segundo a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, Pyongyang descreveu o encontro com Clinton como “exaustivo”, mas ainda não se sabe se o controvertido programa nuclear do país foi discutido durante a reunião.
Ghattas afirma que a Casa Branca classificou a viagem de Bill Clinton como uma missão particular. A correspondente sugere, no entanto, que é pouco provável que o ex-presidente tenha planejado a viagem à Coreia do Norte sem informar o governo do qual sua esposa é secretária de Estado.
Clinton chegou a Pyongyang em uma visita surpresa que, segundo analistas, teria como principal objetivo obter a libertação das jornalistas americanas presas no país.
O ex-presidente é a personalidade americana de mais alto escalão a visitar a Coreia do Norte desde 2000, quando a então secretária de Estado americana, Madeleine Albright, esteve em Pyongyang.
Prisões
Euna Lee e Laura Ling foram presas em março, depois de supostamente terem cruzado a fronteira da Coreia do Norte com a China. Elas foram condenadas a 12 anos de trabalho forçado por "atos hostis" e por terem entrado ilegalmente no país.
Em julho, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que esperava que o governo norte-coreano libertasse as duas jornalistas.
As duas estavam fazendo pesquisas para uma matéria sobre refugiados quando foram presas.
A relação entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos ficou mais tensa principalmente após os testes com mísseis realizados por Pyongyang.
Ainda segundo analistas, Kim Jong-Il estaria disposto a melhorar as relações com os Estados Unidos, à medida que se prepara para nomear um sucessor.
Kim teria sofrido um derrame há um ano, e sofre de diabetes e doenças cardíacas. Analistas afirmam que seu terceiro filho já estaria sendo preparado para assumir o poder no país.

























