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Compsemidídeos

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(Redirecionado de Compsemydidae)
Como ler uma infocaixa de taxonomiaCompsemidídeos
Ocorrência: Thanetiano
Possíveis registros do Jurássico Superior
Fóssil de Peltochelys duchastelii
Fóssil de Peltochelys duchastelii
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Cordados
Clado: Pantestudines [en]
Clado: Testudinata
Clado: Paracryptodira
Classe: Répteis
Família: †Compsemydidae
Pérez-García et al., 2015

Os compsemidídeos (Compsemydidae) são uma família extinta de tartarugas, provavelmente pertencente ao clado Paracryptodira. O membro indiscutível mais antigo é Tongemys [en] da idade Berriasiana do Cretáceo Inferior; dois gêneros do Jurássico Superior (Riodevemys [en] e Selenemys [en]) também foram às vezes incluídos no grupo,[1] mas podem alternativamente ser membros da família Pleurosternidae [en].[2] O gênero Compsemys sobreviveu ao evento de extinção Cretáceo-Paleógeno e durou até a idade Thanetiana do Paleoceno.[3]

Taxonomia

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Compsemydidae foi nomeado em um artigo de 2015 por Pérez-García et al., que incluíram o gênero-tipo Compsemys e o seu possível sinônimo Berruchelus [en].[4] Um artigo de 2020 por Joyce e Rollot expandiu a família para incluir a enigmática Peltochelys do Cretáceo Inferior, assim como Riodevemys [en] e Selenemys [en] do Jurássico Superior, que antes haviam sido alocadas em Pleurosternidae [en].[1] Um artigo de 2021 de Rollot et al. adicionou Kallokibotion do Cretáceo Superior à família, mas transferiu a Riodevemys de volta para Pleurosternidae.[5] 2022 testemunhou a descrição de dois novos compsemidídeos, Tongemys [en] do Cretáceo Inferior e Calissounemys do Cretáceo Superior, efetuada por Joyce et al. e Tong et al., respectivamente.[6][7]

Joyce & Rollot (2020) definiram Compsemyidae como "o grupo mais inclusivo de tartarugas que engloba Compsemys victa, mas não baenídeo Baena arenosa [en] Leidy, 1870, o pleurosternídeo Pleurosternon bullockii (Owen, 1842), ou qualquer tartaruga extante".[1]

Filogenia

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Uma análise filogenética feita por Pérez-García et al. (2015) indicou Compsemydidae como o grupo mais basal (divergência precoce) em Paracryptodira, situando-se fora de Baenoidea, o clado formado por Baenidaee Pleurosternidae.[4] Em vez disso, Rollot et al. (2021) considerou que Compsemydidae é mais estreitamente aparentada aos baenídeos tradicionais do que aos pleurosternídeos, tornando Compsemydidae um subgrupo de Baenidae por definição.[5] Rollot & Joyce (2022) recuperaram os compsemidídeos como paracreptodiros de divergência precoce usando ponderação implícita [en], mas o grupo foi colocado em uma politomia com Paracryptodira e vários outros gêneros de tartarugas quando a ponderação igual foi usada.[3]

O cladograma abaixo acompanha a análise de ponderação implícita de Rollot & Joyce (2022), com os táxons problemáticos Pleurosternon moncayensis e Scabremys ornata excluídos:[3]

Paracryptodira
Compsemydidae

Kallokibotion bajazidi [en]

Selenemys lusitanica [en]

Peltochelys duchastelii

Compsemys russelli [en]

Compsemys victa

Helochelydridae

Dinochelys whitei [en]

Glyptops ornatus

Dorsetochelys typocardium

Uluops uluops [en]

Baenoidea
Baenidae

Pleurosternidae [en]

Referências

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  1. 1 2 3 4 Joyce, W. G.; Rollot, Y. (2020). «An alternative interpretation of Peltochelys duchastelii as a paracryptodire». Fossil Record. 23 (1): 83–93. Bibcode:2020FossR..23...83J. doi:10.5194/fr-23-83-2020Acessível livremente
  2. Pérez-García, A.; Martín-Jiménez, M.; Aurell, M.; Canudo, J. I.; Castanera, D. (2022). «A new Iberian pleurosternid (Jurassic-Cretaceous transition, Spain) and first neuroanatomical study of this clade of stem turtles». Historical Biology. 34 (2): 298–311. Bibcode:2022HBio...34..298P. doi:10.1080/08912963.2021.1910818
  3. 1 2 3 4 5 Rollot, Y.; Evers, S. W.; Pierce, S. E.; Joyce, W. G. (2022). «Cranial osteology, taxonomic reassessment, and phylogenetic relationships of the Early Cretaceous (Aptian-Albian) turtle Trinitichelys hiatti (Paracryptodira)». PeerJ. 10. PMC 9636874Acessível livremente. PMID 36345484. doi:10.7717/peerj.14138Acessível livremente
  4. 1 2 Pérez-García, A.; Royo-Torres, R.; Cobos, A. (2015). «A new European Late Jurassic pleurosternid (Testudines, Paracryptodira) and a new hypothesis of paracryptodiran phylogeny». Journal of Systematic Palaeontology. 13 (4): 351–369. Bibcode:2015JSPal..13..351P. doi:10.1080/14772019.2014.911212
  5. 1 2 3 Rollot, Y.; Evers, S. W.; Joyce, W. G. (2021). «A redescription of the Late Jurassic (Tithonian) turtle Uluops uluops and a new phylogenetic hypothesis of Paracryptodira». Swiss Journal of Palaeontology (em inglês). 140 (1): 23. Bibcode:2021SwJP..140...23R. ISSN 1664-2376. PMC 8550081Acessível livremente. PMID 34721284. doi:10.1186/s13358-021-00234-yAcessível livremente
  6. 1 2 Joyce, W. G.; Bourque, J. R.; Fernandez, V.; Rollot, Y. (2022). «An alternative interpretation of small-bodied turtles from the "Middle Purbeck" of England as a new species of compsemydid turtle». Fossil Record. 25 (2): 263–274. Bibcode:2022FossR..25..263J. doi:10.3897/fr.25.85334Acessível livremente
  7. 1 2 Tong, H.; Tortosa, T.; Buffetaut, E.; Dutour, Y.; Turini, E.; Claude, J. (2022). «A compsemydid turtle from the Upper Cretaceous of Var, southern France». Annales de Paléontologie. 108 (1). Bibcode:2022AnPal.10802536T. doi:10.1016/j.annpal.2022.102536
  8. Pérez-García, A. (2012). «Berruchelus russelli, gen. et sp. nov., a paracryptodiran turtle from the Cenozoic of Europe». Journal of Vertebrate Paleontology (em inglês). 32 (3): 545–556. Bibcode:2012JVPal..32..545P. ISSN 0272-4634. doi:10.1080/02724634.2012.658933