Nivaldo Albuquerque
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Nivaldo Albuquerque | |
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![]() Nivaldo Albuquerque | |
| Deputado Federal por Alagoas | |
| Período | 1.º- 17 de maio de 2016 até 31.º de janeiro de 2023 2.º- 10 de julho de 2026 até a atualidade |
| Antecessor(a) | 1.º- Maurício Quintella Lessa 2.º- Paulão do PT |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 7 de janeiro de 1988 (38 anos) Maceió, Alagoas |
| Partido | PSC (2007-2009) PRP (2009-2018) PTB (2018-2022) Republicanos (2022-presente) |
| Profissão | Pecuarista |
Nivaldo Ferreira de Albuquerque Neto (Maceió, 7 de janeiro de 1988) ou simplesmente Nivaldo Albuquerque é um pecuarista e político brasileiro filiado ao Republicanos. Atualmente é deputado federal por Alagoas, tendo assumido a vaga de Paulão do PT após uma retotalização dos votos da eleição de 2022 imposta pelo TSE.[1]
Biografia
[editar | editar código]Nivaldo Albuquerque nasceu em Maceió no dia 7 de janeiro de 1988.[2] Tem formação superior incompleta e atua profissionalmente como pecuarista.[2] É filho do deputado estadual Antonio Albuquerque, um dos políticos mais longevos de Alagoas, que cumpre seu oitavo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de Alagoas.[3] Seu avô paterno, também chamado Nivaldo Albuquerque, foi prefeito do município de Limoeiro de Anadia pela Arena, partido de sustentação do Regime Militar.[3]
Carreira política
[editar | editar código]Eleições de 2014
[editar | editar código]Nivaldo Albuquerque iniciou sua trajetória política nas eleições de 2014, quando se candidatou pela primeira vez a deputado federal pelo PRP.[3] Recebeu 66.969 votos, mas não conseguiu se eleger para uma das 9 vagas de Alagoas, ficando na condição de primeiro suplente da coligação "Juntos Com O Povo Pela Melhoria de Alagoas 1", composta por PRP, PR, PP, PPS, PSDC, PSL, PSB, SDD e DEM.[4]
Primeiro mandato (2016-2019)
[editar | editar código]Tomou posse no cargo de deputado federal em 17 de maio de 2016, na condição de primeiro suplente de sua coligação, em substituição a Maurício Quintella Lessa, do PR, que se licenciou para ocupar o cargo de Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil do governo interino de Michel Temer.[2] Durante o primeiro mandato, teve uma trajetória marcada por múltiplos afastamentos e reassunções, atuando de forma intercalada entre maio de 2016 e julho de 2018.[2]
Neste período, integrou a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e a Comissão de Trabalho como titular, além de exercer funções de vice-liderança em diversos blocos partidários.[2] Foi vice-líder do Bloco PTB, SD, PROS, PSL e PRP em diferentes períodos entre 2017 e 2018.[2]
Segundo mandato (2019-2023)
[editar | editar código]Nas eleições de 2018, foi reeleito, desta vez como titular do mandato, pelo PTB.[3] Assumiu o novo mandato em 1 de fevereiro de 2019.[2] Durante o segundo mandato, teve participação mais ativa e ascendeu a posições de liderança parlamentar.[2]
Foi membro titular da Comissão de Minas e Energia e integrou como suplente diversas comissões permanentes, incluindo Comissão de Turismo, Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Comissão de Viação e Transportes, e Comissão de Finanças e Tributação.[2]
Entre 11 de março de 2021 e 10 de março de 2022, ocupou o cargo de primeiro vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.[2] Participou como titular de comissões especiais que analisaram propostas de emenda à Constituição sobre reforma da previdência, vedação de eleições próximas a feriados, modificação do regime de precatórios da União e idade máxima para nomeação de membros de tribunais.[2]
Liderança partidária
[editar | editar código]Em janeiro de 2021, Nivaldo Albuquerque foi eleito líder do PTB na Câmara dos Deputados, substituindo o deputado Pedro Lucas Fernandes.[3] A eleição ocorreu no início de dezembro de 2020, em reunião na qual toda a bancada manifestou apoio a sua candidatura.[3] Exerceu a liderança do partido entre 27 de janeiro de 2021 e 2 de fevereiro de 2022.[2]
Como líder do PTB, defendeu reformas tributária e administrativa, privatizações, ajuste fiscal e revisão do pacto federativo.[3] Também anunciou como prioridade do partido as pautas em defesa da família, da vida, da pátria e do legado cristão do país.[3] Declarou apoio ao então presidente Jair Bolsonaro, afirmando que o PTB era partido da base aliada ao governo.[3]
Além da liderança do partido, ocupou diversos cargos de vice-liderança de blocos parlamentares entre 2021 e 2023, incluindo vice-liderança do Governo entre 23 de fevereiro de 2022 e 31 de janeiro de 2023.[2]
Comissão Externa do Afundamento de Maceió
[editar | editar código]Foi membro titular da Comissão Externa destinada a acompanhar e fiscalizar os danos sociais, ambientais e econômicos causados pelo afundamento do solo em Maceió, atuando entre 15 de outubro de 2019 e 31 de janeiro de 2023.[2] A comissão foi criada para investigar o desastre ambiental causado pela extração de sal-gema pela empresa Braskem, que provocou instabilidade no solo e afetou mais de 50 mil pessoas nos bairros Mutange, Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Flexal e Farol.[5]
Eleições de 2022
[editar | editar código]Em março de 2022, filiou-se ao Republicanos.[6] Nas eleições de 2022, concorreu à reeleição pelo partido, utilizando o número 1010.[7] Obteve 67.697 votos, não conseguindo se reeleger.[7] Seu mandato encerrou-se em 1 de fevereiro de 2023.[2]
Controvérsias
[editar | editar código]Nivaldo Albuquerque é filho do deputado estadual Antonio Albuquerque, um dos principais envolvidos na Operação Taturana, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2007.[8] A operação investigou um esquema de desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Alagoas que teria causado prejuízos superiores a 280 milhões de reais aos cofres públicos.[9]
Antonio Albuquerque foi identificado pela Polícia Federal como líder do esquema e foi afastado da presidência da Assembleia Legislativa em 2008.[10] Em 2019, foi condenado por improbidade administrativa à perda do cargo e suspensão dos direitos políticos por cinco anos, por ter tomado empréstimos que somaram mais de 1 milhão de reais junto ao Banco Rural, utilizando cheques da Assembleia Legislativa como garantia.[11]
Referências
[editar | editar código]- ↑ «Paulão e Dayany Bittencourt perdem mandatos após decisão do TSE». G1. 10 de julho de 2026. Consultado em 10 de julho de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 «Biografia do(a) Deputado(a) Federal Nivaldo Albuquerque». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Nivaldo Albuquerque é o novo líder do PTB na Câmara dos Deputados». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- ↑ «Nivaldo Albuquerque assume vacância na Câmara dos Deputados deixada por Quintella». Alagoas 24 Horas. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- ↑ «Câmara instala comissão externa para investigar desastre ambiental em Maceió». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- ↑ «Nivaldo Albuquerque». Republicanos 10. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- 1 2 «Eleições Gerais Estaduais 2022 - 1° Turno OFICIAL» (PDF). TRE-AL. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- ↑ «PF indicia 110 pessoas em AL na Operação Taturana». Gazeta do Povo. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- ↑ «Deputado é condenado por usar cheques da ALE para obter R$1 milhão em Alagoas». Diário do Poder. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- ↑ «Morre desembargador que afastou deputados alvos da Operação Taturana em Alagoas». Diário do Poder. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- ↑ «Antônio Albuquerque é condenado pela Operação Taturana». 7 Segundos. Consultado em 17 de janeiro de 2026

