sexta-feira, 17 de julho de 2026

Ser aldrabão ...

Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, que em Outubro de 2013 nomeou Francisco Almeida Leite presidente da Sofid [Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento] 60% detida pelo Estado, contra parecer negativo da CReSAP;

Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, que em Março de 2015 ignorou sucessivamente todos os candidatos com ligações ao PS seleccionados por mérito pela CReSAP [um candidato já chegou 11 vezes à recta final dos concursos sem ter sido nomeado];

Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, que em Abril de 2015 ignorou o parecer da CReSAP e nomeou Ana Pinho para gerir fundos comunitários, apesar da falta de experiência;

É o Pedro Passos Coelho que em Julho de 2026, aparece feito sonso a falar "num comportamento muito parecido" com os executivos socialistas e que "a maior parte destes concursos da CReSAP são viciados" e acabam por favorecer candidatos com ligações partidárias.

"A gente não pode fazer nada", lamentou, defendendo uma Administração Pública mais assente em critérios técnicos do que políticos.

Nos tempos idos da Quadratura do Círculo, a SIC passava um separador  onde o malogrado Jorge Coelho dizia "há muita fraca memória na políticas e nos políticos", é disto que estes artistas se valem.

Não ter p*ta de vergonha na cara é isto.

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

O calor está de regresso

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 Parece um paraíso tropical, mas fica em Portugal: este destino paradisíaco é perfeito para as férias de verão.

Quem procura um local tranquilo para escapar ao calor nem sempre precisa de rumar ao litoral. Em Cantanhede, mais precisamente na freguesia de Cadima, encontra-se a Praia Fluvial dos Olhos da Fervença, um dos espaços naturais mais procurados da região durante os meses de verão.

Este recanto ganhou vida graças à construção de uma piscina natural alimentada pelas águas da ribeira da Corujeira. O espaço reúne tudo o que é necessário para um dia de descanso: uma pequena zona de areia, amplos relvados, áreas arborizadas e locais próprios para mergulhos, criando um ambiente agradável para toda a família.

A beleza do local não passa despercebida. As águas cristalinas, com uma impressionante tonalidade azul-turquesa, fazem lembrar cenários de destinos tropicais como Bali ou as Maldivas. Embora a água seja doce e apresente características diferentes das praias marítimas, proporciona uma experiência refrescante, ideal para nadar, brincar ou simplesmente desfrutar da paisagem.

Além do seu enquadramento natural, a Praia Fluvial dos Olhos da Fervença tem sido distinguida em diversas ocasiões com o galardão "Qualidade de Ouro", um reconhecimento que confirma a excelência das suas águas e das condições oferecidas aos visitantes.

Se acredita que as melhores praias são apenas as de água salgada, este pode ser o destino que o fará mudar de opinião antes do final do verão.

 

terça-feira, 14 de julho de 2026

Alô Pérola do Atlântico!

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Havai da Europa fica em Portugal e conquista cada vez mais turistas.

Devido às paisagens vulcânicas, à floresta Laurissilva e às zonas costeiras marcadas por falésias e piscinas naturais formadas por lava, a Madeira tem conquistado cada vez mais turistas e popularidade.

A Madeira é associada à designação de “Havai da Europa” devido às características naturais e paisagísticas da ilha. A comparação está relacionada com a origem vulcânica do arquipélago, as falésias junto ao Atlântico, as piscinas naturais formadas por lava e a vegetação abundante presente em várias zonas da região.

Entre os locais em destaque estão o Cabo Girão, uma das falésias mais altas da Europa, as piscinas naturais de Porto Moniz e a floresta Laurissilva, classificada como Património Mundial da Unesco.

A ilha apresenta ainda diferentes microclimas, que permitem a coexistência de zonas costeiras com temperaturas amenas e áreas montanhosas frequentemente cobertas de nevoeiro.

O clima é classificado como um dos fatores que contribui para a presença contínua de vegetação e flores ao longo do ano.

A paisagem madeirense inclui ainda as Levadas, canais de irrigação usados para transportar água entre diferentes zonas da ilha. Muitos dos trilhos pedestres da Madeira acompanham estes canais.

Além das zonas naturais, a ilha dispõe de cafés, mercados e espaços culturais, assim como caminhadas em áreas de floresta e montanha.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Um livro

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E se a única pessoa em quem confiam estiver a esconder a verdade?

‘As Filhas do Silêncio’ mergulha no coração de uma família construída sobre o medo e revela até onde pode ir o amor alicerçado no silêncio.

Três irmãs escondidas pela mãe.

A floresta é a sua casa. A mentira, a sua prisão.

Wren, Sage e Evie cresceram escondidas do mundo numa cabana perdida entre os pinheiros do interior do estado de Nova Iorque — longe de estradas, de vizinhos, de qualquer sinal de civilização. A mãe ensinou-lhes que, lá fora, só existe perigo e que o passado nunca deve ser questionado.

As regras são simples: não deixem que vos vejam, não saiam da floresta, não confiem em ninguém.

Mas, quando a irmã mais nova adoece gravemente, a mãe leva-a até à vila mais próxima em busca de ajuda e desaparece. Os dias tornam-se semanas. As semanas tornam-se meses. As provisões diminuem. O inverno aproxima-se. E, pela primeira vez, o perigo deixa de estar apenas do lado de fora.

Sozinhas, Wren e Sage começam a sentir o peso da ausência e das perguntas que nunca ousaram fazer. De que é que sempre fugiram ao certo? Porque viveram escondidas durante tanto tempo? Que segredos se escondem por detrás das histórias que lhes foram contadas?

E um dia, um estranho surge à porta da cabana. Para sobreviver, terão de quebrar as regras que moldaram toda a sua infância e atravessar a floresta. Do outro lado, espera-as mais do que o mundo que aprenderam a temer. Espera-as a verdade.

Um thriller psicológico intenso e inquietante sobre a linha ténue que separa a mentira da proteção.

A autora

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Minka Kent escreve desde sempre. Com uma inclinação natural para o lado mais sombrio da literatura, é fascinada pela complexidade moral do ser humano e procura explorar, nas suas histórias, o que acontece quando pessoas aparentemente comuns enfrentam situações extremas.

Com vários livros publicados e mais de um milhão de avaliações nas principais plataformas literárias, Minka Kent conquistou uma ampla comunidade internacional de leitores no universo do thriller psicológico contemporâneo.

Além de escritora, é mãe, aprecia dias de sol e de chuva, adora hortênsias acabadas de cortar e viaja sempre que pode para climas mais quentes. Vive nos Estados Unidos e dedica-se inteiramente à escrita.


 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Parlamento conclui que Rita Matias violou código de conduta em dois casos.

A deputada do Chega, especialista em "factos alternativos" e em partilhar desinformação, foi agora oficialmente considerada culpada de violar o código de conduta. E não uma, mas duas vezes.

Os casos:

Usou o cartão de deputada para forçar a entrada na Faculdade de Letras de Lisboa, como se o "livre-trânsito" fosse um passe de backstage para concertos;

Chamou "assassina" à deputada socialista Isabel Moreira, associando-a à morte de bebés. Porque para o Chega, o debate político resolve-se com insultos e histeria.

O relatório é brutal: "utilização ostensivamente abusiva da prerrogativa de livre trânsito" e "violação grave dos deveres dos deputados". 

Tradução: Rita Matias e Madalena Cordeiro comportaram-se como miúdas mimadas que acham que as regras não se aplicam a elas.

A deputada que exige "moralidade e transparência" é a mesma que usa o cartão de deputada para assédio institucional e chama "assassina" a colegas. É o padrão do Chega: a "nova política" é apenas a velha falta de vergonha.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

A derrota mais bem vendida de sempre.

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Portugal foi eliminado do Mundial.

Até aqui, tudo normal. A Espanha marcou aos 91 minutos, passou aos quartos de final e nós fizemos as malas. É futebol. Acontece.

O curioso é o que se viu depois do apito final.

Roberto Martínez apareceu para explicar que, afinal, tínhamos acabado de fazer o melhor jogo de Portugal neste Mundial. Confesso que fiquei surpreendido. Passei noventa minutos convencido de que estava a assistir à nossa eliminação. Aos 91, tive a confirmação. Afinal, estava perante uma obra-prima que a FIFA, por lapso, resolveu eliminar.

É pena que o regulamento do Campeonato do Mundo continue tão antiquado. Ainda insiste em apurar as equipas que ganham, quando podia perfeitamente começar a apurar as que deixam o selecionador mais satisfeito.

Depois entrou Luís Montenegro.

E a derrota ganhou outra dimensão.

Houve orgulho. Houve gratidão. Houve talento. Houve entrega. Houve portugalidade. Houve até "a qualidade que nós temos a fazer as mais diversas coisas". Faltou só um pormenor: ninguém explicou porque é que quem passou aos quartos foi a Espanha.

Começo a desconfiar que Portugal não perde jogos. Perde conferências de imprensa demasiado otimistas.

Aliás, se houvesse um Campeonato do Mundo de boas sensações, de balanços positivos e de "estivemos muito perto", ninguém nos tirava a taça.

Entretanto, Roberto Martínez também fez as malas.

E há que reconhecer uma coisa ao homem: tem um sentido de oportunidade notável. Sai logo a seguir ao melhor jogo que diz ter feito.

Há treinadores que escolhem sair depois de ganhar um título. Ele preferiu sair depois de descobrir que uma eliminação também pode ser apresentada como um sucesso. É uma inovação interessante.

Quanto ao Primeiro-Ministro, também merece uma palavra.

Houston. Toronto. Dallas.

Três viagens para acompanhar a Seleção, enquanto por cá se discutem os exames nacionais e o combate aos incêndios, e até as jornadas parlamentares do PSD seguiram viagem sem ele.

Há quem siga dossiês. Luís Montenegro segue a Seleção. Com uma fidelidade admirável. Se a final fosse em Marte, Montenegro já estava a comparar hotéis no Booking.

No fundo, a noite acabou por correr bem melhor do que parecia.

Perdemos o jogo. Perdemos o Mundial. Perdemos o selecionador. Mas ganhámos uma certeza: ninguém sabe vender uma derrota como nós.

Mas, graças às conferências de imprensa, quase saímos de Dallas convencidos de que quem teve azar foi a Espanha.

Para terminar, dizer que a Força Aérea Portuguesa teve que ir buscar o Primeiro-Mnistro lusitano. Voos caríssimos, à conta de quem Montenegro pretende reduzir as condições de vida e de trabalho.

É a vida!